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Ato de fé Igreja Protestante apoia casamento entre pessoas do mesmo sexo

As Igrejas Protestantes da Suíça pronunciaram-se a favor de uma proposta de base jurídica para os casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Two wedding rings on rainbow coulour sheet

As Igrejas Protestantes da Suíça são vistas como mais progressistas do que a Católica em questões como o casamento gay

(Keystone/Ralf Hirschberger)

Uma clara maioria de representantes eclesiásticos aprovou uma recomendação da liderança da Igreja Protestante durante uma assembleia nacional realizada na terça-feira, 5 de novembro.

No entanto, os representantes decidiram deixar ao critério dos pastores das igrejas a decisão de permitir ou não casamentos homossexuais com base no regulamento da igreja.

A decisão foi tomada após debates controversos sobre a posição das Igrejas Protestantes em meio à oposição de grupos mais conservadores.

"A assembleia fez questão de enfatizar que diferentes noções de casamento continuam sendo possíveis na Igreja Protestante", diz um comunicado.

As Igrejas Protestantes têm uma estrutura federalista e são uma das principais igrejas da Suíça.

A outra principal denominação religiosa da Suíça, a Igreja Católica Romana, tem-se recusado até agora a tomar uma posição clara sobre a questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Estão em curso no Parlamento iniciativas no sentido de criar uma base jurídica para o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A Câmara dos Deputados deverá discutir um projeto de lei no próximo ano.

A maioria dos partidos políticos tem se manifestado a favor, exceto o Partido Popular Suíço (direita) e o Partido Evangélico (centro).

O projeto de lei não inclui a questão da adoção ou da medicina reprodutiva.

Casais homoafetivos podem reconhecer sua união civil oficialmente na Suíça desde 2007. Mas muitos homossexuais esperam que o casamento se torne o próximo passo oficial como forma de acabar com o estigma que envolve as relações registradas (veja no vídeo abaixo):

Casais homoafetivos podem reconhecer sua união civil oficialmente na Suíça desde 2007. Mas muitos homossexuais esperam que o casamento se torne o próximo passo oficial como forma de acabar com o estigma que envolve as relações registradas. (RTS/swissinfo.ch) Florent Jouinot, da Associação do cantão de Vaud para pessoas envolvidas com questões homossexuais (VoGay), acredita que existe um estigma associado às uniões entre pessoas do mesmo sexo, uma vez que o casal não pode decidir se deseja ou não revelar seu estado civil. "Quando você procura um emprego, um apartamento ou paga impostos você tem que apresentar o seu estado civil. E como as uniões entre pessoas do mesmo sexo só existem para homossexuais, isso pode levar à discriminação", disse Bastian Baumann, do grupo de direitos gays Pink Cross. "Há discriminação em termos da relação entre o Estado e seus cidadãos. Não deve haver diferença no tratamento de acordo com sexo, cor da pele ou preferência sexual." Baumann diz que, ao contrário da França, as decisões das autoridades suíças são bem fundamentadas: "Não há volta. Mas com a atual onda de governos conservadores na Europa, temos que ser cuidadosos e enfrentar os desafios emergentes que são contrários às liberdades humanas individuais". Na Suíça, a situação ideal seria o casamento para todos sem ter que se diferenciar da opção sexual das pessoas, acrescenta Carine Landolt, porta-voz da LWORK, uma rede de mulheres homossexuais da Suíça de língua francesa. Espera-se que o governo e o parlamento suíço abordem esta questão nos próximos anos. Entretanto, após a onda inicial de interesse quando a lei entrou em vigor, o número de uniões civis homossexuais permanece estável, como mostra o gráfico abaixo. PLACEHOLDER


swissinfo.ch/fh

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