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Atentado Swissair


Livro revela acordo secreto Suíça-OLP


Por swissinfo.ch


Após revelações de que a Suíça e a Organização de Libertação da Palestina (OLP) concluíram um acordo secreto em 1970 para evitar novos ataques terroristas contra o país, swissinfo.ch analisa a queda do avião que agiu como catalisador para as negociações.

Destroços do avião da Swissair, que caiu em uma floresta de Würenlingen, em fevereiro de 1970. (Keystone)

Destroços do avião da Swissair, que caiu em uma floresta de Würenlingen, em fevereiro de 1970.

(Keystone)

Em 21 de fevereiro de 1970, um sábado frio e úmido, a Suíça foi abalada pela queda do voo Swissair 330 com destino a Tel Aviv, pouco depois de decolar de Zurique, matando 38 passageiros e nove tripulantes.

"330 está caindo", disse o copiloto Armand Etienne para a torre de controle. "Adeus a todos", acrescentou. Essas foram as últimas palavras do voo, ditas às 13:34.

Cerca de 15 minutos mais cedo, uma bomba sensível à altitude explodiu no compartimento de carga traseiro. Os pilotos tentaram voltar para um pouso de emergência em Zurique, mas não conseguiam mais ver os instrumentos no cockpit cheio de fumaça. O avião desviou para o oeste e caiu em uma área arborizada de Würenlingen, após uma pane de energia elétrica.

O enterro, em Jerusalém, das vítimas israelenses do acidente aéreo. (Keystone)

O enterro, em Jerusalém, das vítimas israelenses do acidente aéreo.

(Keystone)

Arthur Schneider, um político da região da época, chegou ao local cerca de meia hora mais tarde. "Vi uma mão caída na floresta. Não consigo mais tirar essa imagem da minha cabeça", disse Schneider, hoje aos 74 anos, para a televisão pública suíça SRF.

Outras testemunhas disseram ter visto uma "enorme bola de fogo", temendo que o avião tivesse caído sobre a usina nuclear próxima ao local do acidente. Os destroços foram encontrados a poucas centenas de metros da usina.

As agências de notícias suíças disseram que a OLP tinha reivindicado a responsabilidade, embora outras mídias dissessem que o grupo negara o atentado.

Alguns dias depois, o principal suspeito, um jordaniano, reconheceu ter depositado a bomba em Munique com a intenção de explodir um avião israelense. No entanto, como resultado de um desvio de voo, ela acabou em um avião da Swissair.

Destroços do avião no hangar da Swissair em Zurique. (Keystone)

Destroços do avião no hangar da Swissair em Zurique.

(Keystone)

No entanto, o jordaniano e outros suspeitos não foram levados ao tribunal, apesar de vários mandados de prisão. O investigador suíço, Robert Akeret, entregou seu relatório ao procurador-geral federal, mas diz hoje que Berna cobriu o caso com um "manto de silêncio".

A investigação sobre o acidente do vôo 330 da Swissair em Würenligen foi arquivada em 2000.


Adaptação: Fernando Hirschy, swissinfo.ch

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