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BOGOTÁ (Reuters) - A controladora aérea que atendeu a comunicação do piloto do avião que se acidentou na terça-feira na Colômbia disse ter feito o possível para evitar a tragédia que deixou 71 pessoas mortas, entre elas a maior parte da equipe da Chapecoense, e revelou ter recebido ameaças após o ocorrido, segundo uma carta divulgada nesta quinta-feira.

A aeronave levava a equipe da Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana. Somente seis pessoas, sendo elas três jogadores, um jornalista e dois tripulantes, sobreviveram ao pior desastre aéreo na Colômbia em mais de duas décadas.

"Posso afirmar com absoluta certeza que de minha parte fiz o humanamente possível e tecnicamente obrigatório para conservar a vida dos passageiros do transporte aéreo", disse Yaneth Molina em uma carta a seus companheiros de trabalho e vista pela Reuters.

"Lamentavelmente meus esforços tiveram resultados infrutíferos pelas razões que são conhecidas por todos vocês", acrescentou na carta datada em quarta-feira.

A funcionária, que por razões protocolares se encontra afastada de seu cargo enquanto a investigação é realizada, disse ter recebido ameaças após o incidente.

"Lamentavelmente, por causa de meus amigos jornalistas, conseguiram que pessoas ignorantes e de fora deste escritório, e sobretudo que ignoram procedimentos, ameacem minha integridade física e minha tranquilidade pessoal", disse.

(Reportagem de Nelson Bocanegra)

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