Crianças suíças são mais felizes do que a média européia

Segundo o estudo, as crianças suíças vivem melhor do que as inglesas ou americanas.

(Keystone)

Estudo promovido pela Unicef sobre bem-estar das crianças nos países desenvolvidos mostra que riqueza não significa melhor vida. Dentro dessa ótica, os piores países para as crianças são a Grã-Bretanha e os Estados Unidos.

A Suíça tem classificação geral positiva, enquanto que Portugal fica na 17a posição, dos 21 países estudados, se destacando apenas nas questões de relacionamento familiar.

Teoricamente todas as crianças nascem iguais. Na prática a realidade é outra e isso inclui o também chamado "Primeiro Mundo".

A Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, publicou um estudo comparativo sobre o bem-estar de menores de idade nos 21 países mais ricos do mundo. Resultado: é melhor crescer na Holanda do que na Grã-Bretanha ou Estados Unidos.

A Suíça ocupa uma honorável sexta posição. Ela deve a boa classificação graças ao item do estudo que pesquisa o relacionamento das crianças com os pais e amigos. Em revanche, o estudo também revela carências em termos de educação e uma tendência elevada para os comportamentos de risco.

40 indicadores

Para avaliar o bem-estar das crianças, a Unicef utilizou 40 indicadores divididos em seis temas. Eles foram as condições materiais, saúde, segurança, nível de educação, relações familiares e de amizade, comportamentos de risco e o bem-estar subjetivo. Este último está fundamentado nas percepções que a criança tem dela mesmo.

Aparte da classificação, uma metodologia que pode ser vista como pouco escolar. "Essas comparação parecem mostrar que os níveis dados de bem-estar da criança não são inevitáveis, mas condicionados pelas políticas", destaca o estudo.

Nessa questão, os governos britânicos e americanos são sancionados.

Apenas a saúde está no nível da média na Grã-Bretanha. Para os Estados Unidos, é o bem-estar educacional que melhorar um pouco os resultados do país. Já a França recebe uma má qualificação, sobretudo nos itens relacionados à educação e o bem-estar subjetivo (18a posição).

Os países nórdicos ocupam, por outro lado, geralmente as primeiras posições no pelotão de seis temas. O destaque é para as relações familiares e com os amigos. Nessa categoria, a Itália recebe a medalha de ouro, seguida logo depois por Portugal.

Pobreza é questão relativa

Os critérios utilizados mostram que não existe uma ligação entre o bem-estar das crianças e o Produto Interno Bruto (PIB).

Assim a Polônia, de longe o país mais pobre dos que foram avaliados, se situa na 3a posição em matéria de bem-estar educacional e em segundo lugar no item relacionado a comportamentos de risco. A República Tcheca está geralmente classificada acima de países mais ricos do que ela, sobretudo em termos de bem-estar material e educacional.

Problemas na metodologia

A Unicef não realizou ela mesma o estudo. Seu principal trabalho foi compilar uma série de estatísticas disponíveis como o estudo PISA (programa internacional de acompanhamento do rendimento escolar), onde a Suíça já se distingue pelos maus resultados.

Esse exercício não descarta erros. Os próprios autores ressaltam que não utilizaram no estudo questões como a saúde mental, bem-estar afetivo e condições de vida dos recém-nascidos.

swissinfo com agências

Breves

Classificação do bem-estar das crianças dos países ricos:

1. Holanda
2. Suécia
3. Dinamarca
4. Finlândia
5. Espanha
6. SUÍÇA
7. Noruega
8. Itália
9. Irlanda
10. Bélgica
11. Alemanha
12. Canadá
13. Grécia
14. Polônia
15. República Tcheca
16. França
17. Portugal
18. Áustria
19. Hungria
20. Estados Unidos
21. Grã-Bretanha



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