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Crimes do colarinho branco


Suíça fecha antiga instituição de banco brasileiro




Na quarta-feira, a autoridade de controle financeiro da Suíça ordenou a liquidação do banco BSI, com sede em Lugano, na região sul da Suíça.

O BSI não conseguiu limpar sua ficha, apesar das várias advertências de autoridades de Singapura e da Suíça (Keystone)

O BSI não conseguiu limpar sua ficha, apesar das várias advertências de autoridades de Singapura e da Suíça

(Keystone)

A ordem foi dada após as autoridades terem constatado "graves violações da lei contra a lavagem de dinheiro", em vigor no país. Esta é de longe a ação mais radical tomada até agora pelas autoridades suíças.

O BSI foi vendido no começo do ano pelo banco brasileiro BTG Pactual ao grupo EFG International, um grupo de gestão de fortuna sediado em Zurique. O banco, e alguns de seus executivos, também estão sob investigação do ministério Público suíço por um suposto caso de corrupção relacionado ao fundo soberano da Malásia, o 1MDB Malaysian, e também por envolvimento no escândalo Petrobras.

A Autoridade de Supervisão do Mercado Financeiro (FINMA) também está investigando seis outros bancos em conexão com acusações similares de lavagem de dinheiro.

No ano passado, a justiça suíça investigou 29 instituições financeiras suspeitas de lavar dinheiro, mas os casos acabaram sendo resolvidos internamente, sem terminar em processos. A FINMA raramente dá detalhes de suas ações de fiscalização, evitando normalmente qualquer exposição dos culpados. Mas, confrontada a críticas de que não estaria fazendo o suficiente para manter os bancos nos trilhos, o órgão de supervisão decidiu enumerar as sanções impostas até o presente:

• A FINMA condenou 16 bancos e vários indivíduos nos "últimos anos", de acordo com o presidente-executivo do órgão, Mark Branson.

• No ano passado, ordenou a liquidação de um intermediário financeiro relacionado a uma investigação de corrupção e impôs sanções para dois empresários do setor.

• Nos últimos anos, a FINMA impôs ao banco HSBC, sediado em Genebra, uma proibição de atuar com pessoas politicamente expostas (PEPs) durante três anos e indicou novos membros para o conselho de administração de um outro banco.

• O órgão suíço também colocou 14 bancos em uma "lista vermelha", de advertência, por manterem relações suspeitas com várias PEPs.


Adaptação: Fernando Hirschy, swissinfo.ch

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