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Cinema



Por swissinfo.ch




Um dos dos cinemas suíços, festivais de cinema, diretores, atores e filmes premiados - além de famosas cenas de filmes que você nunca imaginou que tivessem sido rodadas na Suíça.

The colourful Locarno Film Festival (Keystone)

The colourful Locarno Film Festival

(Keystone)

Cinéfilos não ficam desapontados na Suíça com os seus mais de 280 cinemas, atendendo todos os gostos e orientações.

Como em outros países, os distribuidores atendem os gostos do público, seja por sucessos de Hollywood ou também filmes de autor. Porém o cinema nacional cobre apenas uma pequena parte do mercado: 5% dos bilhetes vendidos no cinema são para assistir filmes realizados no país.

O melhor site de cinema na Suíça é o Cineman. Os jornais também mantêm nos seus sites páginas especializadas no tema com a programação das cidades. Para saber tudo sobre o cinema helvético: o site Swiss Films é a grande pedida.

A maior parte das salas de projeção são confortáveis e equipadas com projetores modernos. Todavia os preços costumam ser maiores do que nos países vizinhos: um bilhete normal na Suíça custa entre 16 e 19 francos. No caso de filmes em 3D, exige-se uma taxa extra.

Em alguns dias os preços podem ser mais reduzidos, geralmente nas segundas-feiras. Redes de cinema como a Quinnie e Kitag oferecem descontos ou carteiras de associados. A maior parte dos cinemas também permitem reservas por internet.

Os idiomas

Um aspecto único nos cinemas suíços é a questão dos idiomas: ao contrário dos países vizinhos, os filmes estrangeiros são geralmente legendados. Porém em 2007 foram vendidos mais ingressos para filmes dublados do que legendados. Desde então, a tendência é de dublagem, o que diminui os custos dos distribuidores suíços ao receber cópias da Alemanha ou França.

Em todo caso, nas cidades é possível assistir versões legendadas dos filmes de maior sucesso (muitas vezes com dois idiomas aparecendo na parte inferior da tela). Filmes de autor também são geralmente legendados.

E outra surpresa, que muitas vezes surpreende o estrangeiro que vai pela primeira vez ao cinema na Suíça: os filmes geralmente têm uma pausa de dez minutos no meio da projeção. Os espectadores geralmente saem, vão ao banheiro e compram alguma coisa para beber ou comer.

Na Suíça também existem controles de idade para entrar no cinema, porém os limites diferem de cantão a cantão.  

Festivais de cinema

Diversos festivais de cinema são organizados na Suíça anualmente. O mais importante deles é o Festival Internacional de Cinema de Locarno, a cidade localizada ao sul na parte italófona do país. É o festival especializado em filmes de autor, mas também em retrospectivas e cinema alternativo. Porém também exibe sucessos de Hollywood.

Outros eventos de importância para o cinema são o Festival de Cinema de Zurique, o Festival Internacional de Cinema de Friburgo, o Festival Internacional de Filme e Fórum dos Direitos Humanos em Genebra, o "Fantoche", um festival internacional de animação, o Neuchâtel International Fantastic Film Festival, que oferece "mundos imaginários" em um amplo leque de gêneros e, finalmente, o famoso Visions du Réel em Nyon, um dos mais importantes festivais internacionais de documentário.

Para o público LGBT, a Suíça também é uma boa pedida para os amantes do cinema: festivais como o "Queersicht" em Berna, "Everybody’s Perfect" em Genebra, "Pink Apple" em Zurique e "Pink Panorama" em Lucerna atendem todos os gostos e gêneros.

E não podia faltar espaço para os nichos: um dos mais prestigiosos festivais na Suíça é o Shnit, especializado nos curtas-metragens. Fundado em
Berna em 2003, hoje ele se espalhou no mundo.

Diretores e atores

Os únicos diretores suíço realmente conhecidos no exterior devem ser o franco-suíço Jean-Luc Godard ("Acossado", 1960; "Viver a vida", 1962; ou "O Desprezo", 1963) e o suíço-alemão Marc Forster ("Quantum of Solace", 2007; ou "O Caçador de Pipas, 2007)

Mas a Suíça também é um celeiro de diretores criativos e muitas vezes bem-sucedidos como Samir (“Iraqi Odyssey”, 2014), Ursula Meier (“Home”, 2008; “Sister”, 2012), Michael Steiner (“Sennentuntschi”, 2010) e Alain Gsponer (“Heidi”, 2015). Aqui está o perfil de alguns deles.

Muitos documentaristas suíços também se destacaram no mercado internacional como Christian Frei (“The Giant Buddhas”, 2005; “Space Tourists”, 2010), Markus Imhoof (“More Than Honey”, 2013) e Mirjam von Arx (“Virgin Tales”, 2012).

Com relação aos atores, o mais conhecido suíço é seguramente Bruno Ganz, conhecido por papéis em filmes de sucesso como "O Amigo Americano" (Wim Wenders, 1977), "Os Meninos do Brasil" (Franklin J. Schaffner, 1978), "As Asas do Desejo" (Wim Wenders, 1987) e "A Queda: As Últimas Horas de Hitler" (Oliver Hirschbiegel, 2004). Outra grande estrela é Ursula Andress, suíça nascida nas proximidades de Berna e famosa pela participação como bond girl no primeiro filme de James Bond, "007 Contra o Satânico Dr. No" (1962).

Outros atores suíços também já conquistaram as telas internacionais, mas ainda não são tão famosos: Joel Basman, Carla Juri e Kacey Mottet Klein.

Um suíço que não foi ator, mas que marcou a história do cinema mundial foi o artista HR Giger (1940-2014), que ganhou um Oscar pelo seu trabalho na ficção científica "Alien" (1979). Ele criou os monstros do filme. 

Sucesso internacional

Qual foi o melhor filme suíço de todos os tempos? De acordo com uma lista apresentada em agosto de 2016 dos 100 melhores filmes, o candidato é: "Höhenfeuer" (Fogo Alpino, 1985), um drama familiar com um fim triste.

Porém o maior sucesso comercial do cinema suíço (na Suíça) foi o "Fazedor de Suíços" (1978), uma comédia sobre o processo de naturalização na Suíça nos anos 1970; "Ready, Steady, Charlie!" (2003), "Die Herbstzeitlosen" (2006) e “Meu nome é Eugen” (2005). Em comum é o fato de terem sido filmes que venderam mais de 500 mil entradas na Suíça.

Apenas um filme em francês entrou para o "top ten": "As pequenas fugas", 1979. No exterior, o filme suíço de maior sucesso foi provavelmente "Heidi" (2015), uma adaptação do famoso romance da escritora suíça Johanna Spyri (1880), a história de uma menina dos Alpes.

Dois filmes suíços ganharam o Oscar de melhor produção estrangeira: "Fora de controle" (1984) e "Viagem da esperança" (1990).

Nenhum ator suíço já ganhou um Oscar, mas o produtor Arthur Cohn recebeu seis. O diretor Jean-Luc Godard ganhou um controverso Oscar honorário em 2010, mas disse que não significava nada para ele e se recusou a recebê-lo.

Em 2013, Markus Gross, professor de computação gráfica em Zurique, ganhou um "Oscar técnico" pelos efeitos especiais que desenvolveu para o cinema.

Nenhum filme suíço também já ganhou o Urso de Ouro, o principal prêmio no Festival Internacional de Filme de Berlim.  

Suíça como cenário para filmes

A Suíça já foi escolhida por inúmeros diretores como cenário para seus filmes. Em "Guerra nas Estrelas: episódio III" (2005) as montanhas nos Alpes bernenses em Grindelwald se transformam no planeta Alderaan.

Em "Tocando o Vazio" (2003) os realizadores fazem uma reconstrução do quase fatal acidente de dois alpinistas nos Andes peruanos, mas que acabou sendo rodado na montanha suíça Jungfrau pela facilidade de acesso.

A Suíça também já foi uma "estrela" em diversos filmes do James Bond. No filme "A Serviço Secreto de Sua Majestade" (1969), o ator principal George Lazenby luta contra os vilões que estavam instalados na estação de esqui da montanha Schilthorn. Outra cena de saltos fantásticos foi rodada na represa de Verzasca, no cantão do Ticino, no início do filme "007 Contra GoldenEye (1995).

Já o famoso hotel de luxo Dolder Grand em Zurique foi cenário no blockbustar "Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres" (2011). E partes do "Anjos e Demônios" (2009), baseado no livro do escritor Dan Brown foram realizadas nas instalações da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN) nos arredores de Genebra.

Poucos sabem, mas pelo menos 200 sucessos do cinema indiano (Bollywood) foram rodados na Suíças nos últimos vinte anos. Os diretores indianos gostam de vir à Suíça para gravar especialmente cenas românticas e danças nas montanhas, consideradas por eles românticas e...mais pacíficas do que a região da Caxemira, disputada há décadas pela Índia e Paquistão. 

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