AFP

(Arquivo) A polícia francesa anunciou a detenção de dois agentes belgas que transportavam 13 migrantes em uma van pelo norte da França

(afp_tickers)

A Polícia deteve dois agentes belgas que transportavam 13 imigrantes em sua van, em uma cidade fronteiriça do norte da França - informaram as autoridades nesta quinta-feira (22).

Os dois agentes foram levados na terça-feira à noite (20) para a delegacia de polícia de Armentières, uma localidade francesa na fronteira, para interrogatórios, antes de serem liberados, afirmou a prefeitura.

Os policiais belgas explicaram que encontraram os migrantes na estrada e que "não queriam deixar que continuassem a pé até a fronteira" francesa.

"Nós os levamos para onde queriam ir", disse à rádio belga RTBF Georges Aeck, um dos policiais envolvidos.

Após o incidente, o ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, convocou o embaixador da Bélgica, Vincent Mertens de Wilmars, "para pedir explicações" e expressar seu "descontentamento", indicou o Ministério.

A Bélgica negou que seu embaixador tenha sido convocado.

"Nosso país não teve de prestar contas, e nosso embaixador não foi convocado", garantiu Anne-Laure Mouligneaux, porta-voz do ministro belga do Interior, Jan Jambon.

Já o ministro belga relativizou a gravidade do incidente.

"A regra precisa é que é preciso levar os refugiados até a fronteira. O problema aqui é que a fronteira nessa rua não era muito visível", declarou à RTBF. "É um pequeno incidente, não é grande coisa", acrescentou.

Entre os 13 imigrantes, três menores de idade foram levados para abrigos e 10 adultos estão em detenção administrativa enquanto sua situação é analisada, informaram as autoridades.

Mais de 300.000 imigrantes e refugiados chegaram à Europa em 2016, após uma travessia pelo Mediterrâneo, de acordo com o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur).

Entre 6.900 e 10.000 pessoas vivem no acampamento de migrantes de Calais (norte da França), conhecido como a "selva", onde esperam uma oportunidade para atravessar a fronteira com o Reino Unido.

afp_tickers

 AFP