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Dirty Sound Magnet Rock suíço expande suas fronteiras

A banda Dirty Sound Magnet em frente a um cinema de Lisboa

A Dirty Sound Magnect é composta por Stavros Dzodzosz (centro), guitarrista e vocalista, o baixista Marco Mottolini (dir.), baixistavocals, e o baterista Maxime Cosandey (esq.)

(Filipe Carvalho)

A swissinfo.ch encontrou no último fim de semana de setembro o trio de rockers de Friburgo, Dirty Sound Magnet para um show na sala almadense Cine-IncrívelLink externo, próximo de Lisboa. Esse concerto esteve integrado no Sunburst, evento que serve para divulgar bandas de diferentes gêneros de rock. Com o novo álbum Transgenic a ser lançado neste mês de outubro e concertos agendados para muitas cidades europeias, aproveitamos para conversar sobre o novo trabalho, o processo de produção,  a cena musical suíça e a sua Friburgo natal.

Em palco eles apresentam-se de forma enérgica e poderosa, entregando-se do corpo e alma àquele momento, tal como um ritual sagrado. Essa cumplicidade tem vindo a ser consulado pelos anos em que tocam juntos “Nos últimos 10 anos o que temos feito é irmos para o estúdio tocar todos os dias porque nunca é suficiente” partilha Stavros, e acrescenta, “e isso é porque vivemos em Friburgo”, porque a pequena cidade suíça permite que as pessoas se conectem com mais calma e o facto de a oferta cultural não ser excessiva aguçou-lhes a vontade de aperfeiçoar a sua música.

A panóplia de influências é audível na música que Dirty Sound MagnetLink externo tocam. Por isso, intitulam a sua música de Creative Rock mas confidenciam que preferiam não ter de nomeá-la, tendo no entanto cedido às exigências comerciais das distribuidoras. “É também uma afirmação da nossa parte que a música deve ser criativa e não estar sujeita a rótulos”, partilha Marco.

As suas influências recaem na sua larga maioria em bandas oriundas dos EUA e Reino Unido. Quando questionamos se houve alguma banda suíça que os influenciou, são unânimes em destacar The Young Gods, “pela qualidade musical mas também por terem sido os primeiros a terem a ousadia de sair da Suíça e fazer digressões”, diz Stavros. Marco Mottolini acrescenta, “quando vês uma banda da tua cidade natal a concretizar os seus sonhos, não é preciso ter medo, apenas tens de tentar fazer [uma carreira musical]”.

Na esteira do prêmio

Após terem ganho o prêmio de melhor música rock da Suíça com a faixa Homo Economicus, em 2017, a banda teve um aumento de espetáculos, tanto na Suíça como no estrangeiro, e assumem que foi algo importante para a banda.

Por conta desta visibilidade, conseguiram diversos apoios privados e públicos, que os tem ajudado ao longo da digressão. Stavros é peremptório ao sublinhar que “apenas com essa compensação conseguimos aceitar cachês mais baixos porque ainda temos de pagar uma renda suíça”. No entanto, enaltece que a vontade do estado suíço em apoiar as bandas nacionais tem proporcionado aos músicos a residir no país a oportunidade de se desenvolverem e profissionalizarem.

Esta passagem por Portugal teve um sabor especial porque foi a primeira vez que tocaram no país, e também porque descobriram uma sala de espetáculos onde gostariam de gravar o próximo álbum. Todos os elementos convivem com a comunidade portuguesa de Friburgo desde sempre e admitem que os portugueses já fazem parte da cultura suíça, devido à sua forte presença.

Dirty Sound Magnet deixou evidente a vontade de regressar a terras lusas mas, por ora, regressam à Confederação Helvética para o lançamento do álbum e continuarem a sua digressão pela Europa até pelo menos meados de Março de 2020.

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