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Dois importantes partidos suíços vão se fundir

Os presidentes do Partido Radical Fulvio Pelli (à esquerda) e Liberal, Pierre Weiss.

(Keystone)

O Partido Radical Democrático (PRD) e o Partido Liberal Suíço (PLS) anunciaram nesta terça-feira, em Berna, que formarão um único partido a partir do ano que vem. A nova formação será o Partido Liberal-Radical (PLR).

As bases ainda serão consultadas, mas os estatutos já estão prontos e serão submetidos à apreciação até o final de agosto.

As fusões não ocorrem somente entre empresas e atingem também a legendária estabilidade do sistema político suíço. Recentemente, uma dissidência do maior partido do país – a UDC, direita nacionalista – criou o Partido Burguês Democrático (PBR).

Estatutos

Nesta terça-feira (15/07), outro partido governamental – o Partido Radical Democrático (PRD) – anunciou sua fusão com o Partido Liberal Suíço (PLS), historicamente implantado na Suíça ocidental, de expressão francesa. O PRD tem dois ministros no governo federal.

Os estatutos estão prontos e serão submetidos à consulta da base dos partidos até o final de agosto, procedimento freqüente na Suíça inclusive para os projetos de lei.

Os dirigentes dos dois partidos tomaram o cuidado de afirmar que as bases ainda poderão mudar a sigla e os estatutos, mas é muito provável que o novo partido será denominado PLR, acompanhado da expressão "Liberal-Radical".

Como o Partido Liberal é menor do que o Partido Radical, o acordo de fusão prevê um período transitório de sete anos garantindo aos liberais uma presença nas instâncias decisórias do novo PLR até 2015.

Casa liberal

Prevendo oposição à fusão em alguns cantões (estados), essas seções poderão continuar separadas por alguns anos até optarem pela fusão. É o que deve ocorrer especialmente em Genebra, Basiléia e Vaud.

O presidente do PRD, Fulvio Pelli, entusiasta da fusão, falou em construir "uma grande casa liberal" que, segundo ele, representa 35% do eleitorado. De fato, os dois partidos tiveram, juntos, 17,7% dos votos nas últimas eleições, em outubro passado.

O novo partido será a terceira força política no plano nacional (depois da UDC e do Partido Socialista, PS). Será ainda a primeira força política em cinco cantões (SO,TI,VD,GE,NE) e segunda força em outros oito cantões (BE, LU, OW,NW, GL, ZG, BS, VS).

Na "grande casa liberal", Fulvio Pelli, presidente do PRD, inclui o novo Partido Burguês Democrático e os Verdes Liberais, embora reconheça que isso poderá ocorrer posteriormente, "se esses partidos manifestarem interesse".

Depois da fase de consulta, as instâncias dirigentes do PRD e do PLS rediscutirão os detalhes do estatuto. O projeto definitivo de fusão será submetido à assembléia dos delegados dia 25 de outubro, em Berna.
Em janeiro, a assembléia dos delegados vai eleger a direção do novo Partido Liberal-Radical (PLR).

swissinfo, Claudinê Gonçalves com agências

Origens comuns

Liberais e Radicais têm origens comuns inspiradas nos ideais do Iluminismo e da Revolução Francesa. Eles foram concorrentes na Suíça francesa protestante e em Basiléia.

Unidos na oposição aos católicos conservadores, liberais e radicais eram um pouco diferentes. Os liberais eram mais conservadores, elitistas, federalistas e anti-estatizantes. Os radicais se diziam um movimento popular e totalmente identificados com o Estado Federal. As Constituições de 1848 e de 1874 têm a marca radical.

Com a ascensão da UDC (direita nacionalista) nos anos 90, os dois partidos perderam eleitores. O PRD passou de 24% (1979) a 15,6% (2007). Os liberais não conseguiram sequer formar uma bancada parlamentar depois das últimas eleições.

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