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O candidato republicano à Presidência, Donald Trump, fala em comício na High Point University, em High Point, Carolina do Norte, no dia 20 de setembro de 2016

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Donald Trump voltou a acender o debate sobre a imigração após os atentados que neste fim de semana deixaram vários feridos nos Estados Unidos e depois que seu filho provocou indignação no Twitter ao comparar os refugiados sírios com doces envenenados.

A imigração é um tema inseparável da fulminante ascensão política do candidato republicano à Casa Branca.

A grande maioria de seus eleitores apoiam sua linha dura e as pesquisas mostram que a maior parte dos republicanos estão de acordo com sua proposta de proibir a entrada dos muçulmanos em solo americano.

O candidato insiste no risco representado pelos refugiados sírios, cita as infiltrações na Europa de agentes do grupo extremista Estado Islâmico e afirma que os serviços de imigração ignoram tudo sobre o passado daqueles que chegam aos Estados Unidos.

O filho mais velho do candidato, Donald Trump Jr, provocou uma tempestade on-line depois de comparar os refugiados sírios com um pote repleto de balas comuns e envenenadas misturadas.

"Esta imagem diz tudo", declarou na segunda-feira Donald Trump Jr, em um tuíte no qual mostrava a imagem de uma tigela branca repleta com as populares e coloridas balas Skittles.

Acima da imagem ele escreveu: "Se eu tivesse uma tigela de skittles e disse que apenas três delas poderiam te matar. Você pegaria um punhado delas? Este é nosso problema com os refugiados sírios".

A publicação no Twitter - mostrando o famoso logotipo "Trump-Pence 2016" com o slogan da campanha presidencial "Make America Great Again!" - provocou polêmica imediatamente entre os usuários da rede.

Resta saber se os americanos serão convencidos, sobretudo os indecisos, quando faltam 49 dias para as eleições.

A imigração está longe de ser uma das preocupações dos americanos, segundo uma pesquisa recente da CBS/New York Times.

Mas a insegurança e o terrorismo figuram como a segunda prioridade dos eleitores. E Donald Trump tenta vincular a imigração a estas preocupações.

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