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(6 ago) Policiais interditam a área do ataque

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A justiça belga acusou de "terrorismo" um homem e uma mulher detidos em março em conexão com a investigação sobre o ataque com facão contra dois policiais em agosto reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), anunciou nesta quinta-feira o Ministério Público belga.

O homem, de 37 anos, e a mulher, de 36 anos, "foram acusados ​​de envolvimento em atividades de um grupo terrorista e tentativa de homicídio em um contexto terrorista", indicou em um comunicado o Ministério Público.

O ataque aconteceu no dia 6 de agosto na cidade belga de Charleroi (sul) e resultou na morte do atacante, um argelino de 33 anos, baleado por um terceiro agente. Os dois policiais agredidos aos gritos de "Allahu Akbar" (Deus é grande) ficaram feridos no rosto e pescoço.

A investigação levou à prisão na quarta-feira de seis pessoas, entre elas os dois acusados ​​e uma terceira cuja detenção provisória foi prorrogada por 24 horas. Os outros três presos foram liberados.

Além das prisões, os investigadores conduziram "oito operações" em várias cidades belgas, incluindo Charleroi, onde foram apreendidas armas semelhantes às utilizadas durante o ataque.

Os militares e a polícia da Bélgica são frequentemente alvos de ameaças do EI, especialmente porque o país faz parte da coalizão internacional contra esta organização extremista na Síria e no Iraque.

Nos últimos meses ocorreram ataques semelhantes contra policiais como o de Charleroi.

A Bélgica também decretou um nível de alerta 3 em uma escala de 4, após os ataques jihadistas em Paris em 13 de novembro (130 mortos), e na capital belga, em 22 de março (32 mortos).

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