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Negócios

Investimento japonês avança no Brasil

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Economia  
No navio Kasato Maru veio a primeira leva de imigrantes do Japão, que desembarcou em Santos em 18 de junho de 1908. Legenda:

No navio Kasato Maru veio a primeira leva de imigrantes do Japão, que desembarcou em Santos em 18 de junho de 1908. (novomilenio.inf.br)

Por Heloísa Broggiato, swissinfo.ch
São Paulo
15. Junho 2012 - 11:00

O Brasil está de olho no Japão. E vice-versa. Depois de registrar um volume recorde de investimentos estrangeiros em 2011, o Brasil quer manter as portas abertas para os japoneses que ocuparam o quarto lugar em volume de investimentos no Brasil, totalizando cerca de U$ 7,536 bilhões (CHF 7,229 bilhões), o equivalente a 10,8% do total, e quase três vezes maior que o ano anterior, segundo o Banco Central. Só em janeiro de 2012 foram U$ 301 milhões (CHF 287 milhões).

Até o início dos anos 80, a atuação japonesa era forte no Brasil. Mas as sucessivas crises econômicas no País levaram a uma retração nos investimentos por parte dos japoneses.
 
Desde 2004 a economia brasileira voltou a atrair os orientais de forma progressiva, registrando um pico de U$10,7 bilhões (CHF10,3 bilhões) em 2009. Os dados são da Rede Nacional de Informações sobre o Investimento, Renai, Portal de investimentos do estado de São Paulo, órgão da Secretaria de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, cuja função é auxiliar investidores e estruturas federais e estaduais para facilitar novos empreendimentos no país.

De olhos bem abertos

De acordo com as informações da Japan External Trade Organization, Jetro, no ano passado a metade dos investimentos foi realizada no setor de bebidas, influenciados pela aquisição da brasileira Schincariol pela japonesa Kirin. A Jetro ainda informa que além do fortalecimento dos investimentos no setor finaceiro, o automotivo tem avançado de forma estável e deve continuar assim progressivamente.
 
Este ano a Toyota abrirá uma fábrica em Sorocaba, no estado de São Paulo e a Nissan anunciou novas instalações em Rezende, no estado do Rio de Janeiro. Como consequência fabricantes de auto peças estão avançando com preparativos para entrar no mercado brasileiro.
 
Há planos de que a tecnologia japonesa chegue ao Brasil, sobretudo com o uso do “Smart Grid”, um sitema de tecnologia da informação que analisa dados e melhora o desempenho de uma rede elétrica, visando economizar energia e contribuindo para reduzir emissões de carbono.

Na mira

Os estados de Minas Gerais e São Paulo (ver box), na região Sudeste do Brasil, estão na mira dos japoneses. A região Norte também tem seus atrativos graças à Zona Franca de Manaus. Os dados do Renai indicam que em Minas Gerais os setores metalurgia, papel e celulose, minerais metálicos, borracha e plástico foram os que mais receberam investimentos japoneses chagndo a total de 40% do total das operações no Brasil.
 
Há grandes grupos japoneses que dominam ou participam do controle acionário de empresas líderes nos setores de mineração como é o caso da Mitsui, que controla 15% das ações da Vale, na siderurgia a Nippon Steel e Sumitomo têm participação na Usiminas. No setor de Papel e Celulose as japonesas controlam a Cenibra por meio da holding Japan Brazil Paper and Pulp Resources Development, que reúne a Oji Paper, a Itochu e a Nippon Paper.

Antecedentes

A experiência dos japoneses com a Copa de 2002 significa um conhecimento especializado na organização de um evento desse porte. Segundo a Jetro, as empresas japonesas têm avaliado as possibilidades para uma atuação siginificativa nos investimentos relacionados à Copa do Mundo de 2014, no Brasil.
 
Entre as 20 maiores empresas do Japão, 11 estão presentes na América Latina, oito no Brasil e cinco em São Paulo: Toyota, Honda, Toshiba, Mitsubishi e Fujitsu. Apesar do cenário promissor o trabalho dos japoneses para investir no Brasil é árduo. Um dos obstáculos é a distância entre os países. Segundo a Jetro há 350 empresas japonesas no Brasil, pouco em comparação aos outros países do BRIC, Rússia, Índia e China.

Heloísa Broggiato, swissinfo.ch
São Paulo

 
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