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Eleições suíças 2019 Partidos disputam votos em cada esquina

Des politiciens marchent sur de l'herbe devant un hélicoptère

O ministro suíço das Relações Exteriores, Ignazio Cassis (terceiro a partir da esquerda) é um dos representantes do Partido Liberal no Poder Executivo.

(© Keystone / Davide Agosta)

Ataques pessoais, cartazes com imagens impactantes e debates nas ruas: partidos suíços não poupam esforços para conquistar o coração dos eleitores na campanha para as eleições federais em 20 de outubro de 2019.

Em disputa: 246 assentos no Parlamento federal em Berna. Cada partido tem sua própria estratégia de comunicação. Nenhum meio de comunicação pode ser descartado, sejam folhetos, cartazes, eventos, cartas, jornais ou diálogo corpo a corpo nas redes sociais. 

Duas ações já chamaram atenção. A primeira foi o cartaz do Partido do Povo SuíçoLink externo (SVPLink externo, na sigla em alemão), que exibe uma maçã vermelha perfurada por vermes trajando as cores da União Europeia e dos outros principais partidos políticos. "Vamos deixar a esquerda e os 'bonzinhos' destruir a Suíça", pergunta o slogan em alemão. 

Já o Partido Democrata-Cristão (CVPLink externo), por sua vez, escolheu a ofensiva: atacou candidatos de outros partidos através do Google, desacreditando seus argumentos e levando o público aos perfis dos seus próprios candidatos.

O SVP continua apostando no impacto visual . O CVP, por outro lado, interrompeu sua campanha agressiva após uma tempestade de protestos.

Falta de transparência

Alguns temas abordados por muitos partidos: a luta pelo clima, a participação das mulheres na vida política relevância para o eleitor são o clima, a participação política e a transparência do financiamento das campanhas.

A Suíça é o único país dos 47 do Conselho da Europa que não dispõe de leis para regulamentar a transparência no financiamento dos partidos políticos. O Grupo de Estados do Conselho da Europa contra a Corrupção (GRECO) é um dos críticos a essa a falta de transparência, como declarou seu diretor-geral, Gianluca Esposito, em uma entrevista cedida à swissinfo.chLink externo

Os partidários de uma maior transparência na política suíça lançaram uma iniciativa popular exigindo que contribuições partidárias acima de dez mil francos sejam proibidas por lei.

O dinheiro ainda é um tabu nas eleições. Apesar de a maioria dos partidos divulgarem os orçamentos de campanha, eles não revelam de onde vem o dinheiro. Segundo o canal de televisão da Suíça francófona, a RTS, pouco mais de 25 milhões já teriam sido doados, o que representa um aumento de 20% em relação às últimas eleições em 2015.

O SVP, o partido com a maior representação no Parlamento federal (pouco mais de 30%) não fornece números, incluindo os relativos aos gastos pessoais de cada candidato com suas campanhas. 

Luta contra "fake news"

A novidade nas eleições de 2019 é que as campanhas saem das ruas e vão às redes sociais. E para evitar suspeitas, ou manipulações, portais como Facebook obrigaram os partidos a tornar transparente as campanhas coordenadas nas suas páginas.

O objetivo é combater os chamados "dark ads", anúncios visíveis apenas para determinado público. Uma vez que cada grupo pode receber mensagens diferentes e, por vezes, até contraditórias, o eleitor pode ter dificuldade de reconhecer a verdadeira plataforma de um candidato ou partido. 

Partido Verde-Liberal (GLP)

Gastos na campanha em 2019: 1,6 milhões

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Des gens assis sur des chaises

Candidatos do Partido Verde-Liberal em Zurique posando para uma foto.

(Keystone / Walter Bieri)
Un ballon, un sac, des mouchoirs verts clairs

O Partido Verde-Liberal foi fundado em 2007 e pouco depois já estava representado no Parlamento. Atualmente tem 4,6% dos asssentos no Conselho Nacional (Câmara dos Deputados).

(Keystone / Christian Beutler)


Partido do Povo Suíço (SVP)

Gastgos de campanha: não divulgados

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UDC campagne

Um dos símbolos do Partido do Povo Suíço (SVP): o sol sorridente.

(Keystone / Urs Flueeler)
Des tasses avec le logo UDC

Die Schweizerische Volkspartei ging 1971 aus früheren Parteien hervor. Aktueller Wähleranteil: 29,4% (stärkste Partei).

(Keystone / Christian Beutler)


Partido Burguês-Democrático (BDP)

Gastos de campanha: 1 milhão de francos

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Une bouteille jaune aux couleurs du PBD

Início da campanha do Partido Burguês-Democrático (BDP) em um restaurante: a garrafa tem as cores do partido.

(Keystone / Gian Ehrenzeller)
Un ballon, des stylos et des bonbons jaune et noir

Die BDP wurde 2008 von dissidenten Mitgliedern der SVP gegründet. 2011 erfolgte der Einzug in den Nationalrat. Aktueller Wähleranteil: 4,1%.

(Keystone / Christian Beutler)

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Partido Socialdemocrata (SP)

Gastos de campanha: 6,4 milhões de francos

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Une femme dans une salle de réunion

Tanja Walliser, especialista em comunicação do Partido Socialdemocrata (PS) explica às candidatas como conduzir suas campanhas.

(© Keystone / Peter Klaunzer)
Des mouchoirs et des bonbons rouges

O Partido Socialdemocrata (SP) foi fundado em 1888. É o segundo partido no Parlamento, com 18,8% do eleitorado.

(Keystone / Christian Beutler)

Partido Democrata-Cristão (CVP)

Gastos de campanha: 4,3 milhões de francos

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Des gens assis à une table

Lançamento da campanha eleitoral do Partido Democrata-Cristão (CVP) em 23 de agosto de 2019.

(Keystone / Martial Trezzini)
Un bloc-note et un style orange et blanc

O Partido Democrata-Cristão (CVP) foi fundado em 1848. Hoje tem 11,6% do eleitorado.

(Keystone / Christian Beutler)


Partido Liberal (FDP)

Gastos de campanha: 7,5 millhões de francos

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Des gens sur une scène

Comício do Partido Liberal (FDP) em Aarau (31 de agosto de 2019).

(Keystone / Walter Bieri)
Giveaway articles: FDP, Switzerland

O Partido Liberal (FDP) é um dos fundadores da chamada Suíça moderna em 1848. Hoje tem 16,4% do eleitorado.

(Keystone / Christian Beutler)

Partido Verde (PV)

Gastos de campanha: 1,9 milhões de francos

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Des gens marchent dans la rue en portant un globe terrestre

Uma manifestação pelo clima promovida pelo Partido Verde (PV) em Rapperswil-Jona (31 de agosto de 2019).

(Keystone / Gian Ehrenzeller)
Un sac, un stylo et des badges verts

O Partido Verde (PV) foi fundado em 1983 por grupos ligados aos protestos contra a energia nuclear. Hoje tem uma percentagem do eleitorado de 7,1%. 

(Keystone / Christian Beutler)


Adaptação: Alexander Thoele

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