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Eleitores suíços não dão chance a ingresso na UE



A presidente da Suíça, Doris Leuthard, com o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, em Bruxelas (19/7/10).

A presidente da Suíça, Doris Leuthard, com o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, em Bruxelas (19/7/10).

(Keystone)

Em agosto próximo, o governo suíço vai apresentar um relatório sobre as relações do país com a União Europeia (UE). Um ingresso no bloco continua sendo rejeitado pelos eleitores, segundo uma pesquisa de opinião pública.

Melhores chances teria a adesão ao Espaço Econômico Europeu, formado pelos 27 países da UE mais a Islândia, Liechtenstein e Noruega, integrantes da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) ao lado da Suíça.

Segundo uma pesquisa do instituto Isopublic, quase dois terços dos entrevistados rejeitam o ingresso da Suíça na União Europeia; apenas 25% são favoráveis. Se a votação fosse no próximo final de semana, 63% votariam "não", 12% estão indecisos.

O ceticismo em relação à União Europeia é maior na parte alemã do país, onde apenas 21% apoiariam o ingresso contra 40% na parte francesa (oeste). A rejeição é igual em todas as faixas etárias, informou o instituto na terça-feira. Pessoas com melhor formações são mais favoráveis ao ingresso no bloco.

Espaço Econômico Europeu (EEE)

Caso houvesse uma nova votação sobre o ingresso no Espaço Econômico Europeu, 44% dos suíços votariam "sim", 42% “não” e 14% opinaram que estão indecisos. Na Suíça francesa, 63% votariam a favor. Em dezembro de 1992, os eleitores suíços rejeitaram a adesão ao EEE.

O Isopublic entrevistou 3790 eleitores entre abril e junho, portanto, antes do recente debate sobre o futuro das relações entre a Suíça e a UE. Na época, as discussões sobre o sigilo bancário e a crise da dívida na Grécia dominavam o noticiário.

"Esses acontecimentos repercutiram no resultado da pesquisa", disse o diretor do Isopublic, Matthias Kappeler, à agência de notícias SDA. "Discussões sobre o sigilo bancário fortalecem a tendência à rejeição à UE."

UDC quer votação em breve

"Eu seria favorável a uma votação em breve sobre a UE", disse ao jornal Mittelland Zeitung Christoph Blocher, estrategista da União Democrática de Centro (UDC), maior partido da Suíça e de tendência antieuropeia.

Segundo Blocher, a população rejeita o ingresso na UE, "mas a classe política não quer ouvir isso". Ele suspeita que o grupo de trabalho criado na última segunda-feira em Bruxelas queira conduzir o país à UE. "Trata-se primeiro da adoção facilitada da legislação europeia, sem plebiscito", disse.

A deputada federal Christa Markwalder, do Partido Liberal, tem uma posição bem diferente de Blocher. Ela disse que é errado falar em defensores e adversários da União Europeia na Suíça.

"Em posição melhor como país-membro"

"A UE é um fato. Pode-se achá-la boa ou ruim – ela existe há mais de 50 anos sem a Suíça. A questão que se coloca para o nosso país é como podemos defender melhor nossos interesses na Europa. Estaríamos em posição melhor como membro, porque aí poderíamos participar das instituições europeias em que são tomadas decisões relevantes", declarou em entrevista ao jornal Berner Zeitung.

Perguntada por que a Suíça não pode manter relações bilaterais convencionais com a União Europeia como com qualquer outro país, Markwalder respondeu: "Primeiro, a UE não é um Estado e sim uma união de 27 Estados."

E segundo? "A UE é de longe nosso principal parceiro comercial e contribui muito para nosso bem-estar na Suíça: 60% das nossas exportações vão para a UE, e 80% das nossas importações vêm da UE. É lógico que sempre temos de dar uma atenção especial às relações com a UE. Terceiro, precisa-se sempre dos dois lados para soluções bilaterais. Nas atuais negociações, há anos não tivemos progressos substanciais".

O debate sobre a União Europeia foi reaberto por ocasião da visita da presidente e ministra da Economia da Suíça, Doris Leuthard, a Bruxelas, na última segunda-feira. Na ocasião, as autoridades europeias sinalizaram que os mais de 200 acordos bilaterais com a Suíça estão se esgotando e que é preciso definir um novo quadro institucional para as relações do país alpino com o bloco.

swissinfo.ch com agências

Acordos

Em 1999, a Suíça e a União Européia – então formada por 15 países – assinaram um 1° pacote de acordos bilaterais, garantindo a abertura recíproca dos mercados.

Esses sete acordos entraram em vigor em 2002 – acordos bilaterais I – e tratavam de obstáculos técnicos de comércio, mercados públicos, livre circulação das pessoas, agricultura, pesquisa, transportes terrestres e transporte aéreo.

Em 2004, Berna e Bruxelas concluíram uma segunda série de acordos destinados a reforçar a cooperação em setores não regulados pelo primeiro acordo.

Esses acordos bilaterais II, regulamentam produtos agrícolas transformados, aposentadorias e pensões, impostos sobre poupança, mídia, meio ambiente e estatística.

Em 2006, aprovada em voto popular, a livre circulação das pessoas foi ampliada aos dez novos países que aderiram à UE em 2004.

Em de 8 de fevereiro de 2009, os suíços aprovaram a extensão da livre circulação à Romênia e à Bulgária, que entraram na UE em 2007.

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