A Suíça é um país bastante estável, sobretudo na questão do emprego. Mesmo crises no cenário econômico mundial tendem a não causar efeitos catastróficos.

Mas não é fácil! Trabalhadores na Suíça têm uma carga média de 41,7 horas por semana em regime de horário integral.

Na Suíça, quem trabalha em regime de horário integral tem direito a 20 dias de férias remuneradas por ano, abaixo da média de muitos outros países europeus. Os feriados na Suíça variam de cantão para cantão e são em média oito ou nove dias por ano.

De acordo com uma pesquisa realizada em 2009 em 73 cidades ao redor do mundo pelo banco suíço UBS, tanto Zurique como Genebra oferecem salários elevados e alto poder de compra em comparação com outras cidades em todo o mundo.

Existem diferenças regionais. A mais recente pesquisa sobre renda nacional por cantão, realizada em 2005 pelo Departamento Federal de Estatísticas mostrou uma diferença de quase 77 mil Francos Suíços por ano no salário per capita entre as áreas com melhor e pior remuneração. Existem grandes diferenças regionais no tocante aos níveis salariais. A média salarial anual na cidade da Basileia é de 115.178,00 contra 38.070,00 Francos Suíços no cantão do Jura.

Essa disparidade se explica pela natureza das atividades econômicas das diferentes áreas. O setor farmacêutico é o responsável pelos altos salários na região de Basileia. Nas cidades de Zurique e Genebra os habitantes desfrutam de altos salários per capita e um forte poder de compra.

As taxas de desemprego também variam de acordo com as regiões. Na Suíça francesa e italiana, os salários são mais altos se comparados com as cidades das regiões de língua alemã e as mulheres tendem a ser mais afetadas em questões salariais do que os homens, sendo os estrangeiros mais afetados do que os suíços.

Trabalhadores estrangeiros

De cada quatro assalariados na Suíça um é estrangeiro e, independente do setor, a economia suíça não funcionaria sem os trabalhadores estrangeiros.

Um acordo entre a Suíça e a União Europeia sobre a livre circulação de pessoas trouxe um afluxo de novos trabalhadores dos países da UE para o país. Além dessa medida, uma lei que dava prioridade aos cidadãos suíços sobre os estrangeiros para preencher novos postos de trabalho foi abolida.

O maior grupo de trabalhadores imigrantes da UE são os italianos e a maioria deles permanece no país por períodos curtos. Mas curiosamente, os italianos são os mais propensos a permanecerem na Suíça por mais 30 anos.

A Suíça também atrai muitos imigrantes alemães. Eles formam um dos maiores grupos no país, sendo na maioria altamente qualificados. Em geral, eles permanecem no país por menos de quatro anos como gestores, professores e trabalhadores do setor médico.

Para mais informações estatísticas sobre os estrangeiros na Suíça, baixe o relatório em alemão de 2008 do Departamento Federal de Estatísticas.

Trabalhadores transfronteiriços

Os transfronteiriços são uma categoria especial de trabalhadores da UE. Originalmente, eles deveriam viver e trabalhar nas zonas fronteiriças específicas. Hoje essas restrições não se aplicam mais.

Mais da metade deles vive na fronteira da França com a Suíça e um número menor vem das fronteiras da Itália e da Alemanha. A grande maioria deles trabalha no noroeste da Suíça em torno do lago Genebra e no cantão Tessino.

Para mais informações sobre os trabalhadores estrangeiros na Suíça, consulte a página do Fórum Suíço para Estudos das Migrações e da População.

Considerações gerais

A Suíça é um país bastante estável em relação a emprego. Mesmo crises na economia mundial tendem a não causar efeitos catastróficos no país. Os empregadores dos setores do comércio e da indústria são bastante relutantes no que concerne a demitir pessoas. Eles preferem reduzir as horas de trabalho e tomar outras medidas até as crises passarem a demitir seus funcionários.

Há também trabalhadores autônomos de vários tipos exercendo uma profissão no país. Depois de um tempo como empregados na Suíça, os trabalhadores estrangeiros que decidirem seguir por conta própria necessitam obter o registro como autônomos dos governos cantonais. Normalmente, os clientes exigem dos autônomos registros e documentos antes de contratá-los. Caso contrário, eles podem encontrar-se em dificuldades, pois a legislação trabalhista a esse respeito é bastante rigorosa.

Para obter informações sobre emprego e desemprego, consulte o portal do governo para desempregados.

swissinfo.ch