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Julian Assange faz discurso em embaixada do Equador em Londres. 5/2/2016. REUTERS/Peter Nicholls

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Por Mark Hosenball

WASHINGTON (Reuters) - O grupo pró-transparência WikiLeaks disse nesta segunda-feira que a internet de Julian Assange, seu fundador, foi cortada pelo governo do Equador, desviando a culpa dos governos dos Estados Unidos ou Reino Unido que mantêm disputas com Assange por conta da divulgação de material sensível.

"Nós podemos confirmar que o Equador cortou o acesso à internet de Assange no sábado, logo depois da publicação dos discursos da Goldman Sachs de Hillary Clinton”, afirmou o comunicado do WikiLeaks.

Assange mora e trabalha na embaixada do Equador em Londres desde junho de 2012, onde obteve asilo depois que uma corte britânica ordenou a extradição dele para a Suécia para ser interrogado num caso de abuso sexual envolvendo duas simpatizantes do WikeLeaks.

O WikiLeaks disse que Assange perdeu a conexão à internet no domingo à noite.

"Nós ativamos os planos apropriados de contingência”, acrescentou a mensagem via Twitter nesta segunda-feira. Pessoas próximas ao WikiLeaks dizem que o próprio Assange é o principal operador da conta de Twitter.

Nas duas últimas semanas, autoridades do Partido Democrata e agências do governo dos Estados Unidos acusaram o governo russo de realizar uma campanha de ciberataques contra organizações do partido antes das eleições presidenciais de 8 de novembro.

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