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O piloto suíço André Borschberg durante coletiva de imprensa no Aeroporto Internacional do Cairo, em 16 de julho de 2016

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Os pilotos do avião Solar Impulse 2 (SI2), que acabam de concretizar uma volta ao mundo histórica, voando de dia e de noite em uma aeronave movida exclusivamente por energia solar, trabalham no desenvolvimento de drones.

Seria "uma versão sem piloto do Solar Impulse", explicou à imprensa o piloto e engenheiro André Borschberg, que se revezou com Bertrand Piccard no comando do avião.

No fim de julho, o SI2 concluiu sua volta ao mundo, aterrissando sem problemas em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, de onde tinham partido em 9 de março de 2015 para um périplo de 23 dias efetivos de voo e 43.041 km sobrevoando quatro continentes.

Este périplo permitiu apresentar a todo o mundo novas tecnologias ambientalmente responsáveis, explicou Piccard a jornalistas.

Baseada na Suíça, a equipe do Solar Impulse planeja agora desenvolver e propor "uma nova aplicação para as tecnologias verdes", disse.

Segundo Piccard e Borschberg, uma versão sem piloto da aeronave poderia voar à baixa altitude durante meses. Um avião assim poderia, por exemplo, oferecer conexão de internet a regiões isoladas, avaliaram.

"Estamos analisando os benefícios" de avançar com este projeto, explicou Borschberg.

Ele entrou para a história da aviação no comando do SI2 ao concluir a etapa sobre o oceano Pacífico, de 8.924 km, em pouco menos de cinco dias e cinco noites - o voo solo mais longo já realizado.

Piccard, de 58 anos, é descendente de uma dinastia de pioneiros: seu avô, que inspirou o desenhista Hergé a criar o professor Tournesol das aventuras de Tintin, foi o primeiro homem a alcançar a estratosfera em um balão aerostático. Seu pai foi o primeiro do mundo a chegar ao mais profundo dos oceanos.

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