Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Por Sergei Karazy e Alkis Konstantinidis e Ahmed Rasheed

MOSUL/BAGDÁ, Iraque (Reuters) - Combatentes do Estado Islâmico defenderam seu último bastião na Cidade Velha de Mosul nesta segunda-feira, esgueirando-se por vielas estreitas e passando de casa em casa através de buracos nas paredes, enquanto as forças do Iraque apoiadas pelos Estados Unidos avançavam lentamente.

A intensidade dos combates foi menor do que no domingo, quando as forças iraquianas anunciaram o início do ataque à Cidade Velha, relatou uma equipe da Reuters perto das linhas de batalha.

O bairro histórico e uma pequena área ao norte dele são as únicas partes da cidade ainda controladas pelos militantes. Mosul chegou a ser a capital iraquiana do grupo.

"Este é o capítulo final" da ofensiva para tomar Mosul, disse o tenente-general Abdul Ghani al-Assadi, comandante sênior do Serviço de Contraterrorismo em Mosul.

Os militantes estão seguindo de casa em casa por buracos abertos nas paredes internas para evitar a vigilância aérea, disse o major-general Sami al-Arithi, também do Serviço de Contraterrorismo, composto pelas unidades de elite que lideram os combates ao norte da Cidade Velha.

"Agora a luta está indo de casa em casa dentro de vielas estreitas, e esta não é uma tarefa fácil", disse ele à televisão estatal.

O Exército do Iraque estima o número de combatentes do Estado Islâmico em não mais de 300, portanto menos que os quase 6 mil que estavam na cidade quando a batalha por Mosul teve início, em 17 de outubro.

Mais de 100 mil civis estão retidos no labirinto densamente povoado de vielas apertadas que compõem a Cidade Velha, com pouco alimento, água ou tratamento médico.

"Estimadas 50 mil crianças estão correndo risco sério agora que os combates em Mosul entram no que provavelmente será sua fase mais mortífera até agora", disse a organização Save the Children em um comunicado na noite de domingo.

Uma coalizão internacional encabeçada pelos EUA está providenciando apoio aéreo e terrestre à campanha.

A queda de Mosul marcaria, na prática, o fim da metade iraquiana do "califado" que o líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, declarou em um discurso feito em uma mesquita da Cidade Velha três anos atrás e que chegou a se estender por partes do Iraque e da Síria.

O grupo está usando suicidas em carros e motos, armadilhas explosivas, franco-atiradores e morteiros contra as tropas.

Reuters