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Mulher passa com filho no colo por soldados armados na Rocinha em 23 de setembro de 2013

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Os 950 militares que entraram semana passada na Rocinha, a maior favela do Rio, deixaram a comunidade nesta sexta-feira, depois de deixar estabilizada a situação de violência provocada pela ação de narcotraficantes, segundo avaliação do ministro da Defesa, Raul Jungmann.

Os militares deixaram a Rocinha em comboio nas primeiras horas da manhã.

O exército tinha sido convocado na sexta-feira passada para cercar os acessos à comunidade, enquanto a Polícia operava no interior em busca de traficantes rivais que disputavam o controle da venda de drogas.

"Quando os serviços de segurança chamaram o exército na sexta-feira passada, vivíamos uma situação de guerra. Não é mais o caso", disse o ministro da Defesa, durante seminário sobre segurança em um hotel de Copacabana.

"A situação estabilizou-se. As escolas retomaram as aulas, as lojas reabriram", acrescentou.

Moram na Rocinha entre 70.000 e 100.000 pessoas.

Ao longo de uma semana, as autoridades capturaram 24 suspeitos, apreenderam 25 fuzis, 15 granadas e algumas bombas caseiras. Três suspeitos morreram em confronto com a Polícia, informou a Secretaria de Segurança.

Jungmann informou que a saída do exército também se explica por evidências de que Rogério Avelino da Silva - o Rogério 157, chefe do tráfico na Rocinha, apontado como o causador dos enfrentamentos - teria fugido para outra favela.

"O criminoso que gerou todo este conflito não estava mais na Rocinha. Não estando ali, não tinha mais sentido ter todo esse efetivo (militar) parado. Se o crime se desloca, temos que nos deslocar também", assegurou.

Apesar de o exército ter se retirado, as operações policiais continuaram na Rocinha, situada nas encostas do bairro de São Conrado, um dos mais exclusivos da cidade.

O secretário de Segurança do Rio, Roberto Sá, anunciou que a patrulha policial na favela será reforçada com a presença de 500 homens por dia.

Um ano depois de receber os Jogos Olímpicos, a Cidade Maravilhosa sofre com uma nova onda de violência.

Os tiroteios são frequentes, especialmente nas comunidades, onde vivem quase dois dois seis milhões de habitantes da cidade.

Há dois meses, o governo federal enviou 8.500 militares para reforçar a segurança no Rio.

Segundo balanço divulgado pelas autoridades, desde a mobilização das tropas, 117 pessoas foram detidas, e apreendidas 2,2 toneladas de maconha e 26 fuzis.

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AFP