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Formação Que carreiras os estudantes suíços escolheram este ano?

Recentemente, cerca de 85.000 jovens na Suíça tiveram que tomar uma decisão sobre a profissão que gostariam de seguir. O último levantamento das suas escolhas revelou, como sempre, grandes diferenças entre os sexos.

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A percepção sobre o que é um trabalho "feminino" e "masculino" é um tema constantemente debatido na Suíça

(Keystone / Alessandro Della Valle)

Como informamos recentemente, os alunos das escolas suíças têm que fazer uma grande escolha aos 14-15 anos de idade: se vão para uma escola de nível médio para se preparar para a universidade ou se vão fazer um aprendizado após o término da escola obrigatória. A maioria dos alunos - cerca de dois terços - opta pela via da formação profissionalizante. Isto é muito mais do que nos países como os Estados Unidos e o Reino Unido, que tendem a favorecer o ensino universitário.

Os alunos preparam-se para isso com conselhos de conselheiros vocacionais, pequenos estágios e conversa com os pais e amigos.

+ sobre se 14 anos é cedo demais para escolher uma profissão

Mas o que é que o contingente deste ano escolheu fazer? O primeiro "barômetro de transiçãoLink externo", publicado recentemente pela Secretaria de Estado da Educação, Pesquisa e Inovação (SERILink externo), tem algumas respostas.

O estudo descobriu que, dos 85 mil jovens de 14 a 16 anos que escolheram uma profissão, 57% já tinham encontrado uma solução de acompanhamento em março-abril.

A escolha mais popular dos alunos foi fazer um aprendizado logo após o término do ensino fundamental, com 51% (no ano passado, 53%), seguido por aqueles que preferem continuar estudando em um colégio, com 33% (no ano passado, 32%). Cerca de um quinto preferiu uma opção de transição ou provisória, escolhendo frequentar um curso preparatório para determinadas profissões ou tirando um ano sabático.

Percurso acadêmico tornando-se mais popular

"Em toda a Suíça, o ensino superior ganhou mais interesse e o desejo por uma formação geral tem um desempenho mais forte do que no ano passado", observou o SERI em um comunicado.  

Isto segue uma tendência geral entre pais com formação acadêmica e alguns expatriados que querem que seus filhos frequentem escolas secundárias.

Mais moças optaram pela via acadêmica (45%) do que rapazes (29%) e as escolas de ensino médio foram mais populares nas regiões de língua francesa e italiana da Suíça do que na região de língua alemã. 


O número de jovens suíços que preferem continuar o ensino médio ao invés de fazer um curso profissionalizante está aumentando. Todavia, metade deles não concluem um curso universitário. Mas como tornar as escolas profissionalizantes mais atraentes? Alguns jovens justificam continuar os estudos secundários ressaltando a dificuldade de tomar decisões entre 14 e 15 anos. Ao mesmo tempo, o diploma pré-universitário oferece mais opções em longo termo. Outros dizem que a decisão é influenciada pelos pais, que consideram um estudo mais atraente do que uma carreira técnica. Associações empresariais consideram que os jovens indecisos deveriam, sim, fazer uma formação profissionalizante. Um dos seus representantes lembra que os diplomas técnicos também permitem o prosseguimento dos estudos, inclusive em universidades. "Necessitamos bons profissionais e a formação deles pode ocorrer no sistema de ensino profissionalizante", diz. Rudolf Strahm, professor de economia e jornalista, diz que a imagem da profissão técnica como algo extremamente complexo e que leva a uma trabalho repetitivo é incorreta e ultrapassada. Já o professor Walther Zimmerli defende o contrário: quando mais universitários, maior a força da formação e pesquisa na Suíça.

Gênero e profissão

As profissões escolhidas ou na lista de preferências dos jovens de 14 a 16 anos também variam de acordo com o sexo, como pode ser visto abaixo:

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graphic showing apprenticeship preferences by gender

Duas profissões que entraram este ano na lista das três primeiras foram assistente social, para as meninas, e eletricista, para os meninos. "Apesar das mudanças emergentes no mercado de trabalho, muitos jovens escolhem profissões bem populares", observou a SERI.

"Muitos jovens que pretendem fazer um aprendizado assinam o contrato de aprendizagem só depois de fazer um estágio na profissão.”

Que meninos e meninas escolham certas profissões e a falta de garotas nos empregos científicos e tecnológicos são temas debatidos há muito tempo na Suíça. Estudos constataram que as decisões das meninas podem ser influenciadas pelo desejo de combinar trabalho e família mais tarde, de modo que elas optam por empregos que permitem o trabalho em tempo parcial, bem como por opiniões persistentes sobre o que é um trabalho "feminino" e "masculino". 

+ Por que as meninas na Suíça tendem a se afastar da física


Barômetro de transição 

Este estudo sobre as opções de formação dos alunos após a escolaridade obrigatória é publicado duas vezes por ano (abril e agosto) pela Secretaria de Estado da Educação, Pesquisa e Inovação (SERI). O objetivo é mostrar a situação e as tendências atuais. 

Ele abrange o período de transição entre a escola obrigatória, que termina nos 15-16 anos na Suíça, e o ensino médio e superior. O próximo passo é geralmente uma formação profissionalizante ou uma escola secundária. O ensino médio que prepara ao ingresso às universidades não é obrigatório, mas mais de 90% dos alunos optam por ele. Os alunos têm geralmente entre 19 e 20 anos de idade quando terminam o colégio na Suíça. 

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Adaptação: Fernando Hirschy, swissinfo.ch

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