Reuters internacional

Por Amanda Becker e Emily Flitter

WASHINGTON/HIGH POINT, EUA (Reuters) - A candidata democrata a presidente dos Estados Unidos, Hillary Clinton, consultou assessores de segurança nacional nesta terça-feira depois que explosões de bombas no fim de semana renovaram os temores de ataques internos, enquanto o seu rival republicano, Donald Trump, a acusou de promover políticas que tornaram os EUA menos seguros.

Os dois rivais das eleições de 8 de novembro competem para se mostrar como os mais preparados para proteger o país.

O tema da segurança interna voltou ao centro das atenções depois de uma bomba em Nova York ferir 29 pessoas, um dispositivo improvisado explodir e bombas não detonadas serem encontradas em diferentes ocasiões em Nova Jersey, e um homem esfaquear dez pessoas num centro comercial em Minnesota.

Hillary falou por telefone com Michele Flournoy, que integrava o Departamento de Defesa, com o ex-vice da CIA Mike Morel e outros assessores, disse a sua campanha por e-mail.

“Não podemos perder a frieza e começar a reclamar”, disse Hillary no telefonema, de acordo com a campanha, numa aparente referência a Trump. “Não devemos ficar perdidos em torno de propostas extremas que não serão eficazes e nos esquecermos de quem somos. É isso o que os terroristas estão querendo.”

A conversa telefônica seria supostamente aberta para a imprensa, mas quando os repórteres se conectaram, eles não escutaram nada.

Hillary defendeu melhor inteligência, novos esforços para conter o recrutamento online de militantes e o fim dos redutos do Estado Islâmico no Oriente Médio.

A candidata disse que grupos militantes usam retórica empregada por Trump como uma ferramenta para recrutamento, retratando a batalha dos EUA contra o terrorismo como uma guerra contra o Islã.

Num comício em High Point, na Carolina do Norte, Trump rebateu dizendo que, como primeira secretária de Estado do governo de Barack Obama, Hillary apoiou políticas que tornaram os EUA menos seguros.

"Eu sou muito mais duro do que ela nesta situação horrível, mas ela sai dizendo que é uma ferramenta de recrutamento”, declarou Trump.

O empresário de Nova York acusou Hillary de apoiar as políticas para o Iraque e a Síria que, segundo ele, permitiram que o Estado Islâmico criasse raízes.

Trump citou a retirada das tropas dos EUA do Iraque em 2011, que ocorreu depois que o governo Obama e os líderes iraquianos não conseguiram chegar a um acordo sobre a saída, e o que ele tem caracterizado como um esforço para a mudança do regime na Síria.

Uma coalizão liderada pelos EUA tem realizado ataques aéreos contra o Estado Islâmico no Iraque e no norte da Síria.

Trump também criticou Hillary por apoiar a entrada de refugiados sírios nos EUA, repetindo a sua defesa para uma verificação mais rigorosa das pessoas que buscam entrar no país.

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