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Marco da arte contemporânea Última chance de ver as obsessões de Harald Szeemann


1972, Harald Szeemann, no último dia da Documenta 5, em Kassel

O curador no centro do palco: Harald Szeemann comemora o último dia de sua Documenta 5, em Kassel (Alemanha), 1972. (Balthasar Burkhard)

(Estate Balthasar Burkhard)

Harald Szeemann (1933-2005) foi 'chutado' de Berna por causa das reações escandalizadas à sua última exposição no comando da Kunsthalle da cidade, "Quando as atitudes tornam-se forma" (1969). Foi sem dúvida uma grande perda para a cidade: Berna nunca mais conseguiria atrair a vanguarda artística européia e internacional que invadiu a cidade durante o tempo de Szeemann na Kunsthalle, entre 1961 e 1969.

Para o curador, porém, sua saída marcou apenas o início de uma prolífica carreira internacional, tornando-se praticamente "sinônimo do advento do globalismo na arte contemporânea", segundo o folheto que acompanha a exposição "Harald Szeemann: Museu das Obsessões", atualmente em cartaz no "laboratório" original de Szeemann, a própria Kunsthalle de Berna.

Depois de Berna, Szeemann iria agitar acontecimentos artísiticos (mais que eventos) em diversas cidades, tomando as rédeas inclusive de algumas das mais importantes mostras internacionais de arte, como a documenta em Kassel e a Bienal de Veneza.

Seu legado é superlativo mesmo: um dos mais destacados promotores da arte conceitual, pós-minimalismo e outras vanguardas pós-1960, Szeemann implodiu os rígidos padrões eurocêntricos que costumavam guiar (e ainda guiam, em muitos casos) os programas de espaços e museus de arte.

O arquivo de Szeemann, que ele chamava de "Museu das Obsessões" e compreende cada peça de suas mais de 150 exposições, acabou sendo comprado pela Fundação Getty - e agora volta para Berna. Mas corra! A exposição termina no dia 2 de setembro.



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