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Torcedores prestam homenagem aos jogadores da Chapecoense que morreram após a queda de um avião nas montanhas da Colômbia, na Arena Condá, em Chapecó, no dia 29 de novembro de 2016

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O governo brasileiro decretou nesta terça-feira três dias de luto oficial e a cidade de Chapecó se angustiava após o acidente aéreo na Colômbia que matou diversos integrantes da Chapecoense, que sonhava com seu primeiro título internacional.

O avião em que a equipe viajava caiu próximo a Medellín. Das 81 pessoas a bordo, 75 faleceram, entre elas jogadores, diretores do clube, jornalistas e tripulantes.

"Saímos desse sonho para esse pesadelo que não tem como mensurar", declarou entre lágrimas o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, à TV Globo.

Torcedor e sócio do clube, Buligon disse que a classificação para a final da Copa Sul-Americana havia animado todos em Chapecó, cidade de 180.000 habitantes no sul de Santa Catarina.

"Agora estamos preocupados única e exclusivamente com as famílias. Dar o ombro, chorarmos juntos essa tragédia", acrescentou.

Centenas de torcedores se juntaram do lado de fora da Arena Condá para colocar flores. De mãos dadas e em um clima de tristeza, rezaram a oração do Pai-Nosso à espera de mais novidades, muitos deles vestindo a camisa do time.

O governo federal decretou três dias de luto oficial e mobilizou a Aeronáutica e o Ministério das Relações Exteriores para prestar apoio aos familiares das vítimas.

A CBF adiou a partida final da Copa do Brasil, que seria disputada na quarta-feira em Porto Alegre, entre Grêmio e Atlético Mineiro.

O rei Pelé também se manifestou nesta terça-feira afirmando que "a família do futebol brasileiro está de luto". "Isso é uma tragédia. Mando minhas condolências às famílias dos falecidos. Descansem em paz", escreveu em seu Twitter.

Plano de voo alterado

Em meio à comoção, a Agência de Aviação Civil (Anac) informou que o itinerário de voo planejado pela Chapecoense teve que ser alterado poucas horas antes de a equipe embarcar devido a disposições legais.

A delegação pretendia ir em um voo direto, feito pela empresa boliviana Lamia, de Guarulhos até Medellín, mas o trajeto não foi autorizado por conta de acordos internacionais vigente que exigiam, neste caso, que a companhia responsável fosse brasileira ou colombiana, acrescentou a Anac.

Os jogadores embarcaram, então, em um voo comercial da BOA, outra empresa área boliviana, que os levou até Santa Cruz. De lá, entraram no avião da Lamia, que caiu na região de Cerro Gordo, na Colômbia, entre os municípios de La Ceja e La União, no departamento de Antioquia.

A equipe, que em seus 43 anos de existência viveu situações de grande precariedade, iria disputar a partida de ida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, de Medellín.

"Neste momento que alcançamos uma fama nacional, aconteceu esta tragédia", afirmou emocionado Ivan Tozzo, vice-presidente da Chapecoense.

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