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Mobilidade Veículos sem motorista podem aumentar congestionamentos nas cidades

A introdução de táxis autônomos e veículos privados sem motorista nas ruas suíças pode resultar em maior congestionamento se eles não forem regulamentados corretamente, de acordo com um estudo da ETH Zurich, financiado pelo Departamento Federal de Estradas.

driverless bus in Geneva

Um ônibus público sem motorista está disponível em um trajeto de 2,1 km em Meyrin, no cantão de Genebra

(© Keystone / Salvatore Di Nolfi)

O estudo, que simulava como o tráfego de Zurique lidaria com a introdução de táxis e veículos particulares sem motorista nos próximos 20 anos, teve resultados surpreendentes.

"Oferecer um serviço de compartilhamento de carros não diminuiria o número de veículos particulares, e o transporte automatizado poderia até mesmo aumentar o número de quilômetros percorridos", disse o instituto tecnológico ETH Zurich.

Suas conclusões contradizem as suposições anteriores sobre o impacto dos veículos autônomos. Em 2014, um estudo em Singapura concluiu que, com a introdução de táxis automatizados, a demanda total por mobilidade poderia ser coberta por um terço dos veículos atuais. Um estudo semelhante em Austin, Texas, previu que táxis autônomos poderiam levar a uma redução no número de veículos em até 90%. Esses estudos ajudaram a influenciar as estratégias de empresas de compartilhamento de viagens, como Uber e Lyft.

Veículos sem motorista na Suíça

A Suíça tem testado vários tipos diferentes de veículos sem motorista em suas estradas. Um carro de passageiros autônomo foi testado em Zurique em 2015, seguido de um robô de entrega em Berna, um ano depois. Esses testes foram concluídos agora.

Em Sion, no cantão do Valais, um teste no centro da cidade usando um ônibus autônomo da empresa de correios, que começou no verão de 2016, ainda está em andamento. Outros ônibus autônomos estão sendo testados em Marly, no cantão de Friburgo, em Neuhausen am Rheinfall, perto de Schaffhausen, e em Meyrin, em Genebra.

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Atraente demais

Em seu estudo, os pesquisadores da ETH Zurich descobriram que a introdução de veículos automatizados poderia resultar em mais quilômetros percorridos.

"A combinação de alta flexibilidade e a chance de aproveitar bem o tempo passado no veículo torna essa forma de mobilidade muito atraente - especialmente quando todos os membros da família podem usar o veículo", disse Kay Axhausen, professora do ETH Zurich's Institute for Transport Planning and Systems.

Um declínio no tráfego individual só pode ser esperado se os veículos autônomos forem reservados para transporte público e táxis, e não para carros particulares, concluíram os autores.

Neste cenário, eles poderiam ter um impacto considerável. Em sua simulação, a participação do tráfego pessoal motorizado caiu de 44% para 29% de todo o tráfego, ao mesmo tempo em que a participação do transporte público automatizado - trens sem motorista, ônibus e táxis - subiu para mais de 60%.

Automatizar os ônibus reduziria pela metade o custo de uma viagem de ônibus, segundo o estudo. Os ônibus continuariam atrativos, mas “o forte apelo dos veículos automatizados privados poderia afastar os usuários dos transportes públicos”.

Em suma, os pesquisadores pedem às autoridades que regulem adequadamente a introdução dos veículos autônomos na Suíça.

"A posse de veículos particulares só será reduzida se os carros autônomos não puderem ser adquiridos por particulares", disse Axhausen.


Preparando a revolução do automóvel

O 88º Salão Automóvel Internacional abriu suas portas em 8 de março de 2018 e espera atrair 700 mil visitantes este ano. Porém nem todos os visitantes estão só interessados nos carros. A indústria automotiva suíça é composta por aproximadamente 20 mil empresas. Elas empregam dez vezes mais de funcionários, dentre os quais muitos mecânicos de formação. Não é fácil para os visitantes encontrar carros fabricados na Suíça. Mas a swissinfo.ch encontrou duas empresas automobilísticas do país, ambas originárias do cantão de Zurique. Uma delas produz o 'Microlino', um pequeno carro elétrico de abertura frontal que pode se conectar a tomadas domésticas normais. A ideia vem da Suíça, mas os carros são produzidos na Itália. A outra é responsável pelo projeto Rinspeed, o veículo autônomo 'Snap'. Ele possui um chassi chamado skate, em cima do qual se senta um 'pod' que pode ser usado como uma unidade estacionária ou móvel para acampar, conferências ou viagens normais. Comprando 'acessórios' No Salão, suíços empregados na indústria automobilística do país descobrem novos acessórios como radares de estacionamento incorporados nos para-brisas, luzes LED e sistemas de auto condução. O automóveis modernos exigem um investimento considerável por parte das empresas suíças de "tuning".


swissinfo.ch/fh

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