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Nas sombras


Cai número de clandestinos na Suíça


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De acordo com um relatório divulgado pela Secretaria Federal de Migrações, o número de imigrantes clandestinos que residem na Suíça pode ter diminuído na última década.

Muitos dos imigrantes clandestinos provenientes da Europa trabalham em empregos agrícolas sazonais (Keystone)

Muitos dos imigrantes clandestinos provenientes da Europa trabalham em empregos agrícolas sazonais

(Keystone)

Pelas estimações das autoridades suíças, o número de imigrantes clandestinos no país se situou perto dos 76 mil em 2015, em comparação com cerca de 90 mil em 2005. É esperado que o número real esteja entre 58.000 e 105.000 indivíduos.

Os imigrantes clandestinos vêm de países fora da União Europeia e não têm o direito de permanecer na Suíça. Acredita-se que cerca de dois terços entraram no país sem os documentos necessários ou ultrapassaram o prazo do visto de turista. Perto de 20% expiraram o prazo do visto de residência (visto B e C) ou tiveram seus pedidos de asilo rejeitados.

Quase metade dos imigrantes clandestinos da Suíça deve residir no cantão de Zurique (28.000), seguido de Friburgo (20.000), Genebra (13.000) e Vaud (12.000).

Os clandestinos da Ásia e África são estimados em ser em grande parte homens cujos pedidos de asilo foram rejeitados e para os quais encontrar trabalho é difícil. Os da Europa também são na maioria homens, mas que geralmente encontram trabalho em setores como construção, hotelaria, gastronomia e agricultura. As mulheres da América Latina conseguem encontrar trabalho graças às suas redes sociais. Perto da metade de todos os imigrantes clandestinos trabalha em casas de família.

Cerca de metade não tem nenhuma qualificação além do ensino fundamental, mas cerca de nove em cada dez adultos estão envolvidos em algum trabalho remunerado e são financeiramente independentes. Dois terços dos imigrantes clandestinos vivem sozinhos e cerca de 10% são menores de idade.

As informações contidas no relatório foram coletadas por meio de 60 entrevistas com especialistas de doze cantões suíços. O estudo também utilizou a base de dados centralizada dos serviços de imigração, registros da previdência e outras fontes.

swissinfo.ch

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