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Nova Friburgo - Friburgo Friburguenses vão conhecer a região de onde partiram os primeiros suíços

Viagem a Europa será em junho. Em novembro, famílias farão o caminho da imigração, de Amsterdam com destino a Friburgo

Geraldo Thurler e Marcel Schuwey

Geraldo Thurler e Marcel Schuwey querem estimular o intercâmbio entre friburguenses e suíços

(Henrique Pinheiro)

No dia 30 de junho um grupo de cerca de 70 pessoas vai sair de Nova Friburgo, no Brasil, com destino a Fribourg, na Suíça. O objetivo da viagem é comemorar os 200 anos da imigração suíça no Brasil. Para isso, um roteiro foi elaborado pelo suíço, naturalizado brasileiro, Marcel Auguste Schuwey.

“A pedido de Geraldo Thurler, presidente da colônia suíça em Nova Friburgo, elaborei um roteiro para que os friburguenses possam conhecer um pouco da Suíça e de onde partiram as primeiras famílias. Até agora 65 pessoas já confirmaram. Há vagas para mais 11”, disse Marcel. Entre os locais a serem visitados por cinco dias, os friburguenses vão poder conhecer a origem das famílias mais tradicionais da cidade brasileira e experimentar os deliciosos chocolates suíços.

+ sobre A história do chocolate suíço

“Vamos visitar uma chocolataria e conhecer cidades do interior, como Bellegarde, origem dos Thurler. Os alunos do Colégio Mercês e familiares também devem viajar conosco, assim como o presidente da Câmara de Vereadores, Alexandre Cruz. Haverá uma apresentação desses alunos", conta Geraldo Thurler.

Quase todas as famílias vão ficar hospedadas nas casas de famílias suíças, assim como aconteceu em Nova Friburgo no ano passado com a vinda dos suíços. A intenção é promover a interação entre as famílias. 

Em Bellegarde, mais conhecida pelo seu nome alemão Jaun, há um famoso cemitério. "As cruzes são todas feitas à mão por uma família. Em cada ponta temos a identificação da pessoa que ali está sepultada, com foto e a sua profissão”, explicou Geraldo Thurler.

Cultura e tradições Jaun, o cemitério esculpido na madeira

A procissão turística é impressionante: todos os anos, o cemitério de Jaun atrai visitantes dos quatro cantos do planeta. O pequeno campo-santo ...

Ainda segundo ele, em novembro, famílias suíças virão ao Rio de Janeiro e farão o mesmo caminho que levou centenas de suíços à Fazenda do Morro Queimado. “As famílias sairão de Fribourg e irão até Amsterdam. De lá, partem para o Brasil e o trajeto continua a partir da Baía de Guanabara, passando por Cachoeiras de Macacu, São Lourenço, até terminar na Via Expressa. Queremos fazer um grande evento de integração entre as famílias”, prevê Geraldo. Além de refazer o caminho percorrido há 200 anos, pretende-se aproveitar a viagem para pesquisar e trazer novidades para Nova Friburgo.

“Eu embarcarei uma semana antes para fazer uma pesquisa e observar a culinária, o artesanato e a cultura. Quero trazer ideias, fazer com que os friburguenses absorvam cada vez mais e tentem reproduzir essa cultura”, deseja.

Genealogia dos imigrantes

O genealogista Júlio César Araújo Lutterbach Galhardo de Castro, autor de três livros sobre a família Lutterbach, aproveitou que 2019 marca os 200 anos da partida dos colonos suíços para o Morro Queimado para lançar o livro “Wermelinger, Monnerat, Lutterbach, Lemgruber e Erthal – Biografias”.

Não se trata de uma obra genealógica, mas de biografias de membros dessas cinco famílias que se destacaram em Nova Friburgo em diferentes segmentos. De acordo com o autor, apenas a família Erthal é de origem alemã, entretanto, se entrelaçou ainda na primeira geração com a Wermelinger, de tal modo que todo Erthal é Wermelinger. Fato semelhante acontece com os Lutterbach, onde todos também são Monnerat.

Aos consecutivos matrimônios ocorridos entre membros dessas quatro famílias, juntou-se, ainda, a família Lemgruber. Devido a tantos casamentos consanguíneos, muitos familiares dizem se tratar de “uma só família”. O fato é que todos os biografados parecem ter, por mais longínquo ou próximo, algum grau de parentesco.


Quando os suíços emigravam

Hoje uma terra de imigração, a Suíça foi durante séculos uma terra de emigração. Para os 200 anos de Nova Friburgo, o jornalista suíço Jean-Jacques Fontaines encontrou quatro famílias de descendentes de suíços para entender um pouco o sentimento por trás dessas partidas por uma terra desconhecida. Em 1819, cerca de 2006 suíços, a maioria deles do cantão de Friburgo, partiram para o Brasil para se estabelecer no recém-fundada colônia de Nova Friburgo. Fugindo da crise econômica e agrícola, eles sonham com um futuro melhor. Dois séculos depois, o documentário “Quando os Suíços Emigravam – Nova Friburgo 200 anos” oferece uma oportunidade para abordar questões de migração, colocando o passado em ressonância com as notícias. A Suíça, hoje, é um dos países com a maior proporção de estrangeiros em seu território, a grande maioria deles sendo cidadãos europeus. A questão abordada no filme de Jean-Jacques Fontaine e Bebeto Abrantes procura relembrar aos suíços de hoje que, ainda ontem, há 200 anos eles também eram imigrantes em terras desconhecidas. O documentário foi produzido pela SSR SRG, a Sociedade Suíça de Radiodifusão e Televisão, da qual SWI swissinfo.ch também faz parte, e foi lançado oficialmente no Festival Internacional de Filmes de Friburgo, na Suíça, e será transmitido pelo canal suíço de língua francesa RTS 2 no dia 14 de maio, às 20h30, e depois lançado em sua versão em português no Teatro Municipal de Nova Friburgo em 15 de maio na presença de uma delegação da Suíça no Brasil para celebrar os 200 anos da fundação desta cidade.


Edição: Fernando Hirschy, swissinfo.ch

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