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Outubro Rosa Nova técnica de ultrassom melhora a detecção do câncer de mama

Pesquisadores do ETH Zürich desenvolveram uma técnica de ultrassom que pode ajudar a distinguir os tumores de mama benignos dos malignos.

A radiologist in Bern checks x-rays for signs of breast cancer

Um radiologista em Berna verifica radiografias em busca de sinais de câncer de mama

(© KEYSTONE / GAETAN BALLY)

Uma sonda de ultrassom emite ondas sonoras que penetram no corpo. Como os órgãos e tecidos têm propriedades físicas diferentes, eles refletem as ondas de maneira diferente. O dispositivo analisa esses “ecos” e reconstrói uma imagem tridimensional do interior do corpo chamada ecografia, ou mais comumente, ultrassom e ultrassonografia.

Normalmente, o dispositivo mede a intensidade das ondas sonoras refletidas. Mas uma equipe do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, o ETH Zürich, também estudou a duração do eco, o que lhes permitiu produzir imagens com contraste aprimorado que são úteis para o diagnóstico do câncer. Os pesquisadores foram capazes de detectar a presença de tumores e distinguir os tumores benignos dos malignos.

A densidade e a rigidez dos tecidos corporais determinam a velocidade do eco sonoro. Os tumores são mais rígidos do que o tecido circundante, especialmente quando são cancerígenos. Como resultado, o som viaja 3% mais rápido, em média, nos tecidos malignos do que nos tecidos saudáveis e 1,5% mais rápido do que nos tumores benignos.

Ultrasound image

A nova técnica de ultrassom mostra um tumor de mama em amarelo (imagem à direita). À esquerda, uma imagem de ultrassom convencional, que é difícil de interpretar

(© Orçun Göksel / ETHZ)

Durante os testes clínicos, que estão em andamento, a equipe de Zurique demonstrou a eficácia de seu protótipo na detecção de tumores de mama.

"Nosso objetivo é fornecer aos médicos uma ferramenta melhor para a tomada de decisões durante os exames de rotina e para evitar biópsias desnecessárias", disse Orçun Göksel, professor assistente no ETH Zürich e diretor do estudo. "Comparado com o ultrassom convencional, nossas imagens são muito mais fáceis de interpretar."

Seu trabalho, que foi apoiado pela Fundo Nacional de Pesquisa da Suíça (FNS), foi publicado na revista Physics in Medicine and BiologyLink externo.


swissinfo.ch/fh

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