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Plebiscitos federais de 4 de março Maioria não aprova proposta de acabar com taxa de rádio e televisão

Segundo a primeira pesquisa de opinião do instituto Gfs.Bern, a iniciativa "No Billag" deverá ser rechaçada nas urnas no plebiscito de 4 de março de 2018. A maioria dos eleitores manifesta ter uma opinião firme sobre a proposta, cuja provação teria por consequência a supressão da taxa que financia o serviço público de mídia do país. 

Público sentado particpando de um debate

Os debates públicos sobre a iniciativa "No Billag" atraem o público, como o ocorrido em 17 de janeiro de 2018 em um hotel de Lucerna.

(Keystone)

Realizada a pedido da Sociedade Suíça de Radiodifusão e Televisão (SRG SSRLink externo), da qual faz parte o portal swissinfo.ch, a pesquisa de opinião do instituto Gfs.BernLink externo indica que 60% dos entrevistados votariam "não" e 38% "sim" à iniciativa (n.r.: proposta de emenda à Constituição levada à plebiscito) "Sim para o fim da cobrança da taxa de rádio e televisão (também chamada “No BillagLink externo”, em alusão à empresa que antes fazia a cobrança dos lares).

A menos de um mês antes dos referendosLink externo, a proporção de eleitores indeciso é baixa: 2%. Além disso, 74% dos eleitores declaram estar seguros da sua posição. A formação de opinião é considerada, dessa forma, avançada, o que "limita as possibilidades de uma reviravolta da opinião nas próximas semanas", indicam os pesquisadores.

Fosso político e de gerações

Essa primeira pesquisa permite interpretar a posição dos oponentes e apoiantes da iniciativa. A primeira grande divisão é de orientação política.

O apoio à iniciativa aumenta à medida que os eleitores pendem à direita. Já os simpatizantes do Partido Verde e do Partido Socialista rejeitam a proposta com uma grande maioria: respectivamente 88% e 79%. No espectro político dos partidos de centro, o grupo do "não" é majoritário com 73% para os simpatizantes do Partido Democrata-Cristão e 68%, do Partido Liberal. O grupo mais favorável à iniciativa "No Billag" encontra-se entre os partidários da União Democrática do Centro (UDC, direita conservadora): 66%.

O fosso entre os dois lados não é apenas político, mas também uma questão de gerações. Os jovens eleitores (entre 18 e 30 anos), qualificados pelos pesquisadores de "geração Netflix", representam o único grupo etário favorável à iniciativa: 51%. 

Pesquisa de opinião

Pesquisa de opinião

Resultados da pesquisa

Já entre as diferentes regiões linguísticas da Suíça (alemão, francês, italiano e reto-romano) não existem grandes diferenças de opinião: a iniciativa "No Billag" é rejeitada em todas elas. Porém a rejeição é maior nas regiões de línguas latinas (67% na Suíça francófona e 65% na Suíça italófona) do que na parte germanófona: 57%.

O principal argumento dos defensores da iniciativa é afirmar que a SSR, a empresa pública de rádio e televisão da Suíça, se tornou demasiadamente grande e que deve economizar. Para os adversários, a proposta de suprimir a taxa de rádio e televisão provocará uma redução drástica da oferta de mídia no país.

Impostos continuarão a ser recolhidos

A pesquisa de opinião também mostrou que o Projeto Fiscal 2021Link externo, o novo regime fiscal proposto pelo governo federal e segundo ponto de discussão nos plebiscitos de 4 de março, deverá ser aprovado. Ele é aceito por 69% das pessoas entrevistadas, recusado por 16% e 15% ainda estão indecisos.

O novo regime permitirá à Confederação de recolher impostos por mais 15 anos. O projeto não é combatido por nenhum partido e deverá ser, dessa forma, facilmente aprovado. Os eleitores suíços mostram estar dispostos a continuar a pagar seus impostos federais.

A pesquisa de opinião

Para essa primeira pesquisa, o instituto Gfs.bern questionou um grupo representativo de 1.201 eleitores. As entrevistas foram realizadas por telefone entre 8 e 18 de janeiro.

A pesquisa foi realizada a pedido da Sociedade Suíça de Radiodifusão e Televisão (SRG SSR), da qual faz parte a swissinfo.ch.

A margem de erro foi de +/- 2,9 pontos.

Por razões ligadas à proteção de dados pessoais, os entrevistadores não tiveram acessos aos dados de suíços residentes no exterior.

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Adaptação: Alexander Thoele

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