O fim da Guerra Fria permitiu à Suíça um papel mais ativo em termos de política exterior. Seus diplomatas são conhecidos por ajudar outros países a resolver suas diferenças.

Diplomatas suíços desempenharam papel fundamental ao liderarem bem sucedidas conversações sobre a normalização das relações entre Turquia e Armênia; um acordo importante foi assinado em Zurique, em 2009. A Suíça também participou dos esforços de mediação no Orienta Médio, assim como em Sri Lanka e na Colômbia.  A Suíça permanece um canal aberto para conversações internacionais, podendo ser citado como exemplo recente os encontros entre representantes dos Estados Unidos com suas contrapartes, a Rússia e o Irã.

A Suíça também já viveu suas próprias crises diplomáticas. A prisão do filho do líder líbio Muamar Kadhafi, Hannibal, 2008 em Genebra, provocou um desentendimento que levou o governo líbio a fechar empresas suíças no país, cortar vôos,e não permitir que dois executivos suíços deixassem o país durante meses. Gaddafi liberou posteriormente um e colocou o outro na prisão. As relações entre os dois países continuam "frias".

Visite o site do Ministério suíço das Relações Exteriores para saber mais sobre o caso.

Bons serviços

Oferecer seus préstimos continua sendo importante meta da política exterior suíça. Presentemente, a Suíça representa os interesses dos Estados Unidos, Rússia, Cuba, Irã e Geórgia em diferentes casos. Outros objetivos referem-se a salvaguardas de interesses econômicos suíços, promoção mundial de direitos humanos e boa governabilidade, proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.

Projetos de ajuda ao desenvolvimento são os que mais têm visibilidade. Geralmente eles estão focados nas mais pobres nações do mundo e é baseado nos princípios da autoajuda.

Suíça e a União Europeia

A Suíça não é membro da União Europeia.  Se e quando a maioria da população suíça se convencer de que a União Europeia é uma aliança que veio para ficar, crescerão as possibilidades de se tornar membro.

Porém ela é membro do Espaço Schengen, um bloco europeu com os controles fronteiriços simplificados e vistos comuns.

Em 1992, os eleitores suíços rejeitaram o Espaço Econômico Europeu (EEE) ou mercado comum. Os outros três membros do Acordo de Livre Comércio Europeu (EFTA) - Islândia, Liechtenstein e Noruega - decidiram se filiar à EEE, embora a EFTA continuasse a existir. A inscrição suíça para se tornar membro da UE foi preenchida mas está ainda na gaveta em Bruxelas. Pelo sistema suíço de democracia direta, a atual inscrição para entrar na UE necessitará de um plebiscito nacional, uma maioria de votos e cantões em favor da filiação.

A posição distanciada em relação à UE baseia-se em uma série de fatores. A UE é percebida como sendo um bloco com instituições democráticas deficitárias. O sistema político suíço, com suas iniciativas e referendos, necessitaria de reformas drásticas e cortes para poder respeitar as regras da UE. Há também uma preocupação com os custos: a Suíça seria um contribuinte líquido para os cofres da UE, e há dúvidas se sua neutralidade seria compatível com a adesão à UE.

Desde 1992, a resposta pragmática do governo suíço tem sido a de realizar negociações com a UE através de 20 importantes acordos bilaterais.

A Suíça também é membro do pacto de estabilização do Sudeste da Europa, e contribuiu com mais de um bilhão de francos em favor dos novos países-membros na Europa oriental.

Para assegurar que a Suíça não sofra discriminação como um não membro da União Europeia, a legislação helvética em vários campos, incluindo o comércio, está sendo adaptada à da UE. Mas a indicação mais clara da posição da Suíça em relação à UE é que a sua adesão não é considerada mais um objetivo oficial do governo. Estar dentro da UE é visto atualmente apenas como "uma opção".

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