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Protestos no Brasil


ONG suíça entrega petição à FIFA


Protestos contra a corrupção no governo e os custos da Copa do Mundo já atingiram todo o Brasil. (Keystone)

Protestos contra a corrupção no governo e os custos da Copa do Mundo já atingiram todo o Brasil.

(Keystone)

A ONG suíça Solidar entregou uma petição na segunda-feira (24) aos funcionários da FIFA em Zurique para mostrar a sua solidariedade com os manifestantes que estão criticando os preparativos da associação internacional de futebol para a Copa do Mundo no Brasil.

Solidar Suíça recolheu 28 mil assinaturas e entregou pessoalmente ao presidente da Fifa, Sepp Blatter, diz um comunicado no site da organização. Mais de 180 mil pessoas em todo o mundo participaram da invasão do site da FIFA nos últimos dias, aumentando a pressão sobre a entidade futebolística, observa a Solidar.

Em sua conversa com a ong, Blatter prometeu fazer campanha por condições justas de trabalho com o governo brasileiro. Ele se reunirá novamente com a ong suíça em outubro para discutir melhorias concretas no que diz respeito aos preparativos para a Copa do Mundo que acontecerá no Brasil de 12 junho a 13 julho de 2014.

Nas últimas semanas, milhares de manifestantes foram às ruas em várias cidades brasileiras exigindo reformas no sistema político corrompido. Os manifestantes estão revoltados com os altos impostos, serviços de má qualidade e os altos gastos da Copa do Mundo.

Manifestantes e ONGs denunciam expropriações, exploração e violações dos direitos humanos que estariam ofuscando os preparativos para a Copa do Mundo. A maior festa do futebol de todos os tempos vai ter um efeito particularmente negativo sobre as pessoas que já vivem na pobreza, critica a Solidar.

150 mil despejados

Segundo os manifestantes, mais de 150 mil pessoas serão expulsas de suas casas por causa da Copa do Mundo. Vendedores ambulantes temem por sua subsistência, porque os patrocinadores exigem direitos de venda exclusiva para sua mercadoria.

A petição da Solidar critica os despejos e exige que a FIFA não proíba os vendedores ambulantes. Também pede condições de trabalho e salários justos nos canteiros de obras e nos lugares onde são fabricados os artigos da FIFA.

Outro ponto de discórdia é o status da FIFA como organização sem fins lucrativos. Já que a FIFA e os patrocinadores da Copa do Mundo, como Adidas, Coca-Cola e Budweiser não terão que pagar impostos sobre os seus lucros, a população brasileira é que deve arcar com os custos, disse Solidar.

"O Brasil vai ficar com uma montanha de dívidas e os benefícios sociais serão cortados. No final, os 50 milhões de pobres do Brasil é que vão pagar a Copa do Mundo", disse Solidar Suíça. "Por isso, exigimos que todos aqueles que se beneficiam da Copa do Mundo paguem impostos sobre os seus lucros. Isto também se aplica à FIFA."

Solidar Suíça foi fundada por sindicatos suíços e o partido socialista suíço.

swissinfo.ch



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