Por Paul Carrel

BERLIM (Reuters) - O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, criticou nesta sexta-feira o tratamento da Rússia a adversários políticos e disse que a China usa métodos contra seu povo que seriam "terrivelmente familiares à ex-alemães orientais".

Ao refletir sobre as lições aprendidas com a queda do Muro de Berlim, ele disse que "o Ocidente --todos nós-- nos perdemos no brilho daquele momento de orgulho".

"Pensamos que poderíamos desviar nossos recursos das alianças, e nossos militares. Estávamos errados", afirmou. "Hoje, a Rússia --liderada por um ex-oficial da KGB em Dresden-- invade seus vizinhos e mata oponentes políticos."

O fornecimento de energia da Europa não deveria depender do presidente russo, Vladimir Putin, disse ele.

Pompeo declarou que seria irracional considerar a Rússia um "parceiro digno" no Oriente Médio, embora Washington deseje a ajuda de outros países para pressionar o Irã a retomar as negociações sobre seu programa nuclear e "cortar sua capacidade de financiar representantes terroristas".

Pompeo disse ainda que o Partido Comunista Chinês "está moldando uma nova visão do autoritarismo" e alertou a Alemanha sobre o uso da gigante chinesa de telecomunicações Huawei Technologies para construir sua rede de dados de quinta geração (5G).

Em Pequim, o Ministério das Relações Exteriores da China criticou Pompeo pelos comentários sobre o Partido Comunista Chinês, dizendo que essas observações foram "extremamente perigosas" e expuseram suas "intenções sinistras".

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