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Prix de Lausanne 2020 Brasileiros brilham em competição internacional de balé

O italiano Marco Masciari levou o grande prêmio da competição

O italiano Marco Masciari levou o grande prêmio da competição

(Gregory Batardon)

Os vencedores do concorrido Prix de Lausanne foram anunciados no fim de semana: o jovem italiano Marco Masciari levou o principal prêmio, mas dois brasileiros, oriundos da mesma escola de Goiânia, estão entre os oito principais agraciados.

O Prix de Lausanne, que este ano foi realizado extraordinariamente em Montreux, é uma das competições mais cobiçadas do mundo para jovens dançarinos. 77 jovens talentos (47 dançarinas e 30 dançarinos), com idades entre 15 e 18 anos, de 25 países participaram desta 48ª edição.

Ninguém vem ao Prix de Lausanne em busca de troféus: o grande incentivo da competição é que os vencedores ganham bolsas para continuar seus estudos de dança nas mais prestigiosas academias do mundo.

Durante quase uma semana, os candidatos refinam suas variações clássicas e contemporâneas sob o olhar atento de professores de renome, selcionados para a final por um júri de nove membros, presidido por Frédéric Olivieri.

Por incrível que pareça, o Prix de Lausanne, objetivo de jovens dançarinos principalmente da Ásia, Europa e América do Sul, não atrai talentos da própria Suíça. A única participante local deste ano nem chegou às finais, e o prêmio exclusivo para dançarinos suíços foi para o romeno Matei Holeleu, que frequenta uma academia de dança em Basileia.

Uma das grandes apostas deste ano, a portuguesa Catarina Pires, 17, voltou de Montreux apenas com o prêmio do público, apesar de sua belíssima interpretação.

Catarina

Performance de Catarina Pires

De Goiânia para o mundo

Os dois brasileiros entre os oito vencedores – João Vitor Santana, 17, e Vitor Vaz da Silva, 14 - vêm da mesma escola, o Instituto Tecnológico de Goiás (ITEGO) em Artes Basileu França, criada em 1967 na primeira escola pública estadual de arte no estado de Goiás.

João dança

Dança de João Santana

João Vitor Santana levou o terceiro lugar na competição. Original de Barra Bonita, interior de São Paulo, Santana contou à swissinfo.ch que teve de superar diversas barreiras para seguir seu sonho na dança, discriminado por vir de uma família pobre e por ser baixo. A mãe, empregada doméstica, viu que o menino adorava dançar e deu o empurrão necessário para João vencer o medo e praticar a dança seriamente. “Foi a dança que me salvou. Acreditando que dançar poderia mudar minha vida, me decidi pelo balé há quatro anos.”

Superando barreiras

João Vitor Santana (ao centro na foto; à direita seu colega Vitor Augusto Vaz) conta para swissinfo.ch os desafios que teve de superar para chegar ...

O prêmio foi lançado em 1973 pelo industrial Philippe Braunschweig e sua esposa Elvire Braunschweig-Krémis. Seu objetivo era apoiar financeiramente os dançarinos iniciantes de escolas regionais menores e fornecer treinamento profissional. Dançarinos que possuem um contrato profissional, ou que já tiveram um contrato profissional no passado, não podem participar.

Os 8 vencedores do Prêmio Prix de Lausanne 2020

Marco Masciari - Itália

Ava Arbuckle - Estados Unidos

João Vitor Santana - Brasil

Lin Zhang - China

Chaeyon Kang - Coréia do Sul

Matei Holeleu - Romênia

Vitor Augusto Vaz - Brasil

Yuyan Wang - China

Outros prêmios:

Prêmio Melhor Jovem Talento: Ava Arbuckle - Estados Unidos

Prêmio de Dança Contemporânea: Marco Masciari - Itália

Melhor Prêmio Suíço de Candidato: Matei Holeleu - Romênia

Prêmio Favorito do Público da Web: Yuyan Wang - China

Prémio Favorito do Público: Catarina Pires - Portugal

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swissinfo.ch/ets

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