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Mulher fumando maconha durante manifestação por legalização, em Berlim. 23/08/2003 REUTERS/Fabrizio Bensch/Files

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BERLIM (Reuters) - O governo da Alemanha deu sinal verde nesta quarta-feira para o afrouxamento das regras de consumo de maconha usada por pessoas seriamente doentes a partir do início do ano que vem, caso não tenham outras opções de tratamento.

Flores secas e extratos de maconha estarão disponíveis em farmácias com receita médica, e o sistema público de saúde vai cobrir os custos, de acordo com um projeto de lei que deve entrar em vigor no primeiro semestre de 2017.

A Itália e a República Tcheca são alguns dos outros países que permitem o uso da maconha para fins medicinais. Alguns Estados norte-americanos descriminalizaram a maconha completamente. Portugal descriminalizou todas as drogas de consumo pessoal, mas não permite o uso da maconha para tratamentos médicos.

Até agora, alemães gravemente doentes que são vítimas de câncer, Aids, Parkinson ou esclerose múltipla só podiam ter acesso à maconha com uma aprovação especial e tinham que arcar com os gastos.

"Nossa meta é que as pessoas seriamente doentes sejam tratadas da melhor maneira possível", disse o ministro da Saúde, Hermann Groehe, em um comunicado.

O governo deverá monitorar plantações de maconha especialmente supervisionadas e importar o que precisa.

A empresa de pesquisa de mercado IBISWorld projeta que as vendas de maconha para uso medicinal crescerão de 3,6 bilhões de dólares em 2015 para 13,4 bilhões de dólares em 2020.

(Por Caroline Copley)

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