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Chanceler da Alemanha, Angela Merkel. 17/03/2017 REUTERS/Jim Bourg

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Por Michelle Martin

SAARBRUECKEN, Alemanha (Reuters) - Quando os eleitores alemães forem às urnas no Estado de Sarre no final deste mês, devem provocar um contratempo à chanceler Angela Merkel que pode ser um prenúncio da eleição nacional de setembro.

Uma das menores unidades federativas do país, o Sarre é, assim como a Alemanha federal, governado atualmente por uma "grande coalizão" dos conservadores, de Merkel, e do Partido Social-Democrata (SPD).

Mas pesquisas indicam que uma aliança "vermelho-vermelho-verde" inclinada à esquerda, formada pelo SPD, o partido de extrema-esquerda Linke e pelos Verdes --ou até uma aliança "vermelho-vermelho" se os Verdes não conseguirem votos suficientes-- pode emergir após a votação de 26 de março. E, embora ainda existam obstáculos, os partidos parecem estar se animando com a ideia de cooperar entre si.

A eleição no Sarre, a primeira de três votações regionais deste ano, é vista como um teste para a eleição federal de 24 de setembro, na qual Merkel concorrerá a um quarto mandato.

Sondagens nacionais indicam que a coalizão "vermelho-vermelho-verde" pode obter uma ligeira maioria no Bundestag, a câmara baixa do Parlamento.

Acima de tudo, o Sarre será o primeiro teste eleitoral do SPD sob o comando de seu novo líder, Martin Schulz, ex-presidente do Parlamento Europeu que ajudou a legenda a ganhar 10 pontos nas pesquisas de opinião nas últimas oito semanas.

"Esta é a primeira eleição desde o chamado efeito Schulz, por isso vai nos mostrar se isso realmente se traduz em votos para os Social Democratas, e é uma eleição na qual um dos confidentes mais próximos da senhora Merkel está concorrendo", disse Thomas Jaeger, professor de política da Universidade de Colônia.

As relações entre o SPD e o Linke são ruins há anos, já que muitos membros do SPD ainda estão revoltados com o fato de seu ex-presidente do conselho, Oskar Lafontaine, ter desertado para o Linke.

Hoje candidato do Linke no Sarre, Lafontaine disse à Reuters que o clima entre ele e o candidato do SPD está "agradável" e que seu partido "não tem problema" em trabalhar com o SPD nas esferas estadual e municipal.

"É diferente no nível federal. O SPD está se atendo a políticas que resultaram em perda de renda e cortes nas aposentadorias, e não podemos aceitar isso", afirmou o político de 73 anos.

Sua homóloga no SPD, Anke Rehlinger, disse à Reuters que, se os dois partidos encontrarem um terreno em comum e se o Linke quiser levar adiante a justiça social, "não vamos descartar (uma aliança), como não iremos descartar continuar a grande coalizão".

(Reportagem adicional de Andreas Burger)

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