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KATMANDU/MELBOURNE (Reuters) - Uma australiana de 34 anos de idade morreu durante a descida do cume do Monte Everest, disseram as autoridades locais de Katmandu, no Nepal, no domingo, no que é a segunda morte na montanha mais alta do mundo em dois dias.

A morte de Maria Strydom no sábado também foi confirmada pela Universidade Monash, em Melbourne, onde ela trabalhava como professora. Funcionários do governo nepalês disseram que estão tentando trazer seu corpo para o pé da montanha.

Dois alpinistas indianos também desapareceram na montanha no sábado, na região de altas encostas conhecidas como "zona da morte", afirmou Wangchu Sherpa da empresa Trekking Camp Nepal.

"Eles estão fora de contato há mais de 30 horas agora e não está claro se eles haviam tentado escalar o cume da montanha", disse Sherpa, acrescentando que dois outros indianos estavam sendo escoltados por guias sherpa para acampamentos mais baixos com lesões e úlceras. Mais detalhes não foram divulgados por causa da má comunicação com a equipe, disse ele.

A morte da mulher australiana foi a segunda no Everest este ano e poderia afetar o alpinismo no Nepal, onde um forte terremoto no ano passado matou pelo menos 18 pessoas. 

Na sexta-feira, o alpinista holandês Eric Ary Arnold morreu depois de atingir o cume de 8.850 metros do Everest.

Strydom, que era parte do mesmo grupo que Arnold, desenvolveu o mal da montanha enquanto descia do Acampamento Quatro, localizada a cerca de 8.000 metros de altura, revelou a empresa de Katmandu que organizou a expedição.

(Por Gopal Sharma em Katmandu e Jarni Blakkarly em Melbourne)

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