Reuters internacional

Por Andy Sullivan e Greg Lacour

CHARLOTTE, Carolina do Norte (Reuters) - A polícia da cidade norte-americana de Charlotte não planeja, por ora, divulgar um vídeo do ataque fatal a tiros de policiais contra um homem negro, que gerou protestos violentos na Carolina do Norte, disse nesta quinta-feira o chefe do departamento.

O vídeo só será exibido à família de Keith Scott, de 43 anos, que foi morto a tiros por um policial negro no estacionamento de um prédio na tarde de terça-feira, disse o chefe da polícia local, Kerr Putney.

O governador da Carolina do Norte, Pat McCroy, declarou estado de emergência durante protestos na noite de quarta-feira, no qual um homem foi seriamente ferido por um tiro. Ao menos outros oito civis e quatro policiais ficaram feridos e 44 pessoas foram presas.

Muitos dos manifestantes contestam a versão oficial sobre a morte de Scott. A polícia informou que ele portava uma arma quando se aproximou de policiais e ignorou ordens para largar a arma. Sua família e uma testemunha dizem que ele segurava um livro, e não uma arma, quando foi morto.

"Não vou divulgar o vídeo no momento", disse Putney a repórteres, na manhã seguinte das 44 prisões e nove pessoas feridas em protestos pela morte de Scott.

Ele disse que o vídeo apoia a versão da polícia sobre os fatos, mas que não mostra de maneira definitiva se Scott apontava uma arma contra os policiais.

A decisão de não divulgar imagens para o público foi criticada pela Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP) e líderes religiosos da área de Charlotte.

"Deve haver transparência e os vídeos devem ser divulgados", disse o reverendo William Barber, que faz parte do conselho nacional da NAACP, durante entrevista coletiva.

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