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Por Idrees Ali

WASHINGTON (Reuters) - A coalizão liderada pelos Estados Unidos matou 54 civis entre 31 de março e 22 de outubro enquanto realizava ataques aéreos contra alvos do Estado Islâmico no Iraque e na Síria, informou nesta quinta-feira o Exército dos EUA em comunicado.

Até 24 civis foram mortos em um ataque aéreo em julho próximo a cidade síria de Manbij, segundo o comunicado.

À época, a oposição Coalizão Nacional Síria pediu pela suspensão da campanha aérea contra o Estado Islâmico na Síria enquanto relatos do ataque em Manbij eram investigados. O secretário de Defesa dos EUA, Ash Carter, disse que relatos das mortes civis seriam investigados.

O Observatório Sírio para Direitos Humanos, sediado no Reino Unido, informou que ao menos 56 civis foram mortos em ataques aéreos ao norte de Manbij.

Em 18 de julho, cerca de 100 militantes do Estado Islâmico preparavam um contra-ataque contra Forças Democráticas Sírias próximas a Manbij, segundo o comunicado.

"Desconhecidos de coordenadores da coalizão, civis se movimentavam próximos da área de atuação militar, mesmo que outros civis no vilarejo próximo tivessem se retirado nos dias anteriores", informou o comunicado.

Os relatos destacam as dificuldades de ataques aéreos da coalizão contra o Estado Islâmico em partes do Iraque e Síria onde os EUA não possuem forças em solo ou informantes de confiança na população.

Isto eleva o número total de civis mortos pela coalizão liderada pelos EUA para 173 desde o início dos ataques, em 2014. A operação contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria custou 10 bilhões de dólares desde 2014.

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