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Ron Hopper, do FBI, concede entrevista em Orlando. 20/6/2016. REUTERS/Carlo Allegri

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ORLANDO (Reuters) - O atirador que matou 49 pessoas em uma boate gay na Flórida ameaçou detonar um carro repleto de bombas e colocar coletes com explosivos nos reféns, de acordo com transcrições parciais de ligações dele para o número 911, o canal de emergência nos Estados Unidos, divulgadas nesta segunda-feira.

A Polícia Federal dos EUA (FBI) publicou o texto editado das conversas telefônicas de Omar Mateen com um atendente e com negociadores de crises e procurou rebater as críticas de que a polícia pode ter agido devagar demais para encerrar o impasse de três horas no clube noturno Pulse de Orlando, cenário do pior ataque a tiros da história moderna dos EUA.

"Vocês vão ter o que merecem, e eu vou detonar se eles tentarem qualquer idiotice", disse Mateen durante uma das chamadas feitas de dentro da boate, de acordo com a transcrição do FBI.

"Enquanto o assassino fazia essas declarações assassinas, ele o fazia de maneira fria, calma e deliberada", disse Ron Hopper, assistente especial do FBI, em uma coletiva de imprensa.

Mateen também disse em suas ligações que estava usando um colete com explosivos do tipo "usado na França", aparentemente se referindo ao ataque mortífero cometido em Paris em novembro passado por militantes islâmicos, segundo a transcrição.

Os clientes em fuga do clube relataram aos policiais do lado de fora que o atirador disse que iria colocar quatro coletes com bombas nas vítimas dentro de 15 minutos, disse o FBI em um comunicado. Mas nenhum colete com explosivos ou bomba foi encontrado na boate nem no carro do suspeito, afirmou a Polícia Federal norte-americana.

(Por Barbara Liston)

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