Reuters internacional

Membros da Defesa Civil vistos em Aleppo após ataques aéreos. 27/08/2016 REUTERS/Abdalrhman Ismail

(reuters_tickers)

BEIRUTE (Reuters) - Aviões de guerra realizaram os ataques aéreos mais intensos em meses contra bairros da cidade síria de Aleppo dominados por rebeldes de quarta para quinta-feira, disseram autoridades rebeldes e o Observatório Sírio dos Direitos Humanos nesta quinta-feira.

Os militares da Síria não comentaram de imediato os relatos nem mencionaram os bombardeios a Aleppo na mídia estatal.

    Na quarta-feira, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, exigiu que a Rússia e o governo da Síria detivessem imediatamente os voos sobre zonas de batalha, o que classificou como a última chance de preservar um cessar-fogo vacilante e encontrar um caminho "para fora da carnificina".

    "Foram os ataques aéreos mais pesados em meses dentro da cidade de Aleppo. Foi muito intenso. Naquela área não vimos combates fortes ultimamente", disse Rami Abdulrahman, diretor do Observatório.

    Zakaria Malahifji, diretor do escritório político da facção rebelde Fastaqim sediado em Aleppo, afirmou que foi o bombardeio mais intenso desde abril. "Não há arma que eles não tenham usado", disse, em entrevista à Reuters da Turquia.

    Uma autoridade de alto escalão da Frente Levante, outro grupo rebelde baseado em Aleppo, também disse ter sido o bombardeio mais intenso em muitos meses. Só em duas áreas onde seu grupo está presente houve 15 incursões, acrescentou.

    As autoridades rebeldes disseram que entre as armas havia bombas incendiárias. "Isto é um tipo de pressão na oposição. Os russos só querem a rendição. Eles não têm outra solução", disse o integrante da Frente Levante.

    A maior parte dos combates na área de Aleppo tem ocorrido em um bairro de colégios militares e instalações industriais nos arredores do sudoeste da cidade, e não em seu interior.

    (Por Tom Perry e Angus McDowall)

reuters_tickers

 Reuters internacional