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Policiais cercando rua onde será realizado o desfile da Chanel em Havana. 03/05/2016 REUTERS/Enrique de la Osa

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Por Sarah Marsh

HAVANA (Reuters) - Primeiro chegaram o presidente do Estados Unidos, Barack Obama, e os Rolling Stones. Agora as celebridades do mundo fashion, incluindo a supermodelo brasileira Gisele Bundchen, estão desembarcando em Cuba para o desfile da Chanel nesta terça-feira.

A Chanel será a primeira grande casa de moda a enviar modelos para passarelas em Cuba, destacando as renovadas relações com o Ocidente. O show exclusivo também é um lembrete das novas desigualdades na ilha comunista.

Karl Lagerfeld, na direção criativa da Chanel desde 1983, disse que sua mais recente coleção intersazonal foi inspirada nas "riquezas culturais e na abertura de Cuba".

Os ex-rivais da Guerra Fria, Estados Unidos e Cuba, concordaram formalmente em julho em restaurar relações diplomáticas. Cuba desde então melhorou relações com outras nações ocidentais.

O presidente da Chanel Fashion, Bruno Pavlovsky, disse à Reuters que a marca no início não tinha certeza se poderia realizar o desfile, mas que autoridades cubanas foram muito "receptivas e prestativas".

Enquanto muitos cubanos estão ansiosos para receber a renomada marca no país, muitos criticam. Os produtos Chanel não são vendidos em Cuba e muitos moradores não podem sem sonhar em comprá-los, já que uma simples bolsa custa milhares de dólares.

Cerca de 70 por cento dos cubanos trabalham para o Estado com um salário médio de 25 dólares por mês.

((Tradução Redação Rio de Janeiro; 552122237141))REUTERS CS RBS

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