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Kerry assina acordo climático com a neta em Nova York. 22/4/2016. REUTERS/Carlo Allegri

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Por Michelle Nichols e Valerie Volcovici

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - A China e os Estados Unidos, os maiores produtores mundiais de gases do efeito estufa, prometeram nesta sexta-feira adotar formalmente até o fim do ano o acordo de Paris para desacelerar o aquecimento global, levantando a possibilidade de o pacto ser aplicado muito mais rápido que o esperado.

As Nações Unidas afirmaram que 175 países deram o primeiro passo de assinar o pacto nesta sexta-feira, o maior apoio já conseguido no primeiro dia de um acordo global. Desses, 15 países também formalmente notificaram a ONU de que eles haviam ratificado o acordo.

Muitos países ainda precisam de uma votação parlamentar para formalmente aprovar o acordo firmado em dezembro. O entendimento vai entrar em vigor somente quando ratificado por pelos menos 55 países representando 55 por cento das emissões de gases do efeito estufa provocadas pelo homem.

A China e os EUA juntos respondem por 38 por cento das emissões globais.

"A China vai finalizar os procedimentos legais sobre a sua adesão antes da reunião do G20 em Hangzhou em setembro deste ano”, disse o vice-premiê chinês, Zhang Gaoli, durante a cerimônia de assinatura em que 55 chefes de Estado e governo compareceram.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, que assinou o acordo com Isabelle, a sua neta de dois anos de idade, no colo, disse que os EUA “aguardam ansiosos para formalmente se juntar ao acordo neste ano”. O presidente Barack Obama vai adotar formalmente o acordo com base na autoridade do Executivo.

Pelo pacto, os países se comprometem a restringir o aumento global das temperaturas a “bem menos” que 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais. No entanto, mesmo se o acordo for totalmente implementado, os cortes de gases do efeito estufa prometidos são insuficientes para limitar o aquecimento a um limite máximo acordado, dizem as Nações Unidas.

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