Reuters internacional

Mosquitos vistos em centro de controle de universidade em Guangzhou, China. 28/07/2016 REUTERS/Bobby Yip

(reuters_tickers)

Por Ben Blanchard e Aradhana Aravindan

CINGAPURA/PEQUIM (Reuters) - A China intensificou na quinta-feira os exames de passageiros e mercadorias chegando de Cingapura após a confirmação de que uma epidemia de Zika vírus na pequena Cidade-Estado vitimou pelo menos uma pessoa na vizinha Malásia.

Cingapura é o único país asiático com uma transmissão ativa do vírus transmitido por mosquitos, que representa um risco especialmente para as gestantes, de acordo com órgãos de saúde.

As autoridades de Cingapura, um centro financeiro regional importante e um polo de transporte intenso de pessoas e mercadorias, relataram a primeira infecção de Zika transmitida localmente no sábado, e o número de casos chegou a 115 nesta quinta-feira --metade dos quais são estrangeiros, a maioria de China, Índia e Bangladesh.

A Malásia confirmou seu primeiro caso de infecção de Zika em uma mulher que visitou Cingapura recentemente.

"Estamos rastreando o Zika já faz algum tempo, e sabíamos que era só uma questão de tempo para ele chegar a Cingapura", disse o primeiro-ministro do país, Lee Hsien Loong, em sua página de Facebook. "Nossa melhor defesa é erradicar os mosquitos e destruir os locais de proliferação em toda Cingapura."

EUA, Austrália e outros países vêm aconselhando gestantes ou mulheres que pretendem engravidar a não viajarem para Cingapura.

O surto e os alertas de viagem vieram só duas semanas antes do Grande Prêmio de Fórmula 1 de Cingapura, um grande atrativo esportivo e turístico. A promotora da corrida, Cingapura GP, disse que os preparativos para o evento estão sendo levados adiante "normalmente".

O Conselho de Turismo de Cingapura afirmou que é prematuro cogitar qualquer impacto na indústria turística, enfatizando que a Cidade-Estado tropical continua a ser "um destino de viagem seguro".

Mais de 55 milhões de pessoas passam pelo aeroporto Changi todos os anos, e os turistas ultrapassaram os 8 milhões na primeira metade de 2016, cerca de um milhão a mais do que um ano atrás.

O Zika vírus, que vem se disseminando pelas Américas e pelo Caribe desde o final do ano passado, normalmente é uma doença amena, mas foi ligado à microcefalia, uma má-formação craniana.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), que declarou o Zika uma emergência de saúde internacional, está realizando uma reunião periódica de seu comitê de emergência do Zika nesta quinta-feira para analisar a propagação da doença.

(Reportagem adicional de Joseph Sipalan e Rozanne Latiff em Kuala Lumpur)

reuters_tickers

 Reuters internacional