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PEQUIM (Reuters) - A China prendeu nesta terça-feira, por 18 anos, um policial veterano acusado de corrupção e posse ilegal de armas que liderou uma investigação que resultou na execução de um adolescente por um assassinato que ele não cometeu.

Em 2014, um tribunal inocentou postumamente Huugjilt, um mongol étnico que usava um único nome e que foi executado por estuprar e matar uma mulher em um banheiro público, um erro da Justiça que desencadeou uma revolta generalizada na China.

    Mais tarde, outro homem foi condenado à morte pelo crime.

    Em fevereiro, a mídia estatal relatou que 27 pessoas foram penalizadas por envolvimento em condenação equivocada, a maioria recebendo punições administrativas.

    Mas Feng Zhiming, ex-vice-chefe de polícia de Hohhot, a capital da Mongólia Interior, e chefe da investigação que levou à execução de Huugjilt, foi acusado criminalmente.

    A corte da cidade de Hulunbuir, também na Mongólia Interior, considerou Feng culpado de receber 3,9 milhões de iuanes (cerca de 585 mil dólares) de suborno, especular no mercado imobiliário e possuir quatro armas de forma ilegal.

    (Por Ben Blanchard)

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