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Por Ahmed Rasheed

BAGDÁ (Reuters) - Um barco que levava civis fugindo por um rio de Falluja afundou no sábado, matando ao menos quatro pessoas, no momento em que forças a favor de Bagdá disseram que tinham a cidade iraquiana quase completamente cercada.

Duas crianças, a mãe delas e um homem se afogaram ao cruzar o rio Eufrates, uma das poucas rotas de fuga que sobrou para os civis que tentam deixar a cidade sitiada pelo Estado Islâmico. Nove outras pessoas que acredita-se estavam no navio permanecem desaparecidas, disse a política.

"Vi com meus próprios olhos minha família desaparecer sob a água", disse Abu Tabarak, que viu do lado do lado do rio dominado pelo Estado Islâmico o barco afundar com sua mulher, folho e filha a bordo.

"Não havia ligar no barco para mim, então esperei com minha segunda filha pelo próximo", disse ele por telefone do hospital para onde os corpos foram levados.

Cerca de 50 mil civis vivem em Falluja, a 50 km de Bagdá, com acesso limitado a água, alimentos e cuidados de saúde, de acordo com estimativa das Organização das Nações Unidas.

As forças iraquianas, com a ajuda de milícias xiitas e apoio aéreo da coalizão liderada pelos EUA, lançaram uma ofensiva em 23 de maio para retomar a cidade sunita, a primeira a cair nas mãos do Estado Islâmico no Iraque, em janeiro de 2014.

Um líder da coalizão xiita apoiada pelo Irã que participa da ofensiva disse que o único lado da Falluja que continua a ser assegurado pelas forças pró-Bagda estão na parte da margem ocidental do rio Eufrates.

"Estamos agora às portas de Falluja" disse Abu Mahdi al-Muhandis, vice-líder da Força de Mobilização Popular, em uma entrevista à imprensa televisionada.

(Reportagem de Ahmed Rasheed)

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