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Por Ju-min Park

SEUL (Reuters) - O teste de motor de foguete mais recente da Coreia do Norte mostrou um progresso "significativo", disse a Coreia do Sul nesta segunda-feira, e um analista afirmou se tratar de um passo perigoso rumo ao objetivo norte-coreano de desenvolver um foguete que poderia atingir os Estados Unidos.

No domingo, a agência de notícias norte-coreana KCNA disse que o motor irá ajudar Pyongyang a obter a capacidade de lançar satélites de nível internacional, o que indica um novo tipo de motor de foguete para um míssil balístico intercontinental.

O anúncio do Norte sobre o teste bem-sucedido ocorreu no momento em que o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, estava em Pequim, última parada de sua primeira visita à Ásia para conversas dominadas pela preocupação com os programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte.

"Por meio desse teste, soube-se que a função do motor teve um progresso significativo, mas é preciso mais análises para precisar a propulsão e os usos possíveis", disse Lee Jin-woo, vice-porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano, em um boletim à imprensa.

A mídia estatal do Norte disse que o líder Kim Jong Un louvou o teste exitoso de um novo motor de alta propulsão em sua estação de lançamento, classificando-o como "um novo nascimento" de sua indústria de foguetes.

Lee disse que o teste empregou um motor principal auxiliado por quatro motores suplementares, mas não detalhou o progresso obtido pelo regime com o lançamento, nem comentou se o motor poderia ser usado em um míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês), dizendo que os militares de seu país estão realizando estudos.

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse a repórteres que fez reuniões sobre a Coreia do Norte durante o final de semana em seu resort na Flórida. Embora não tenha se referido especificamente ao teste de motor de foguete, ele disse que Kim Jong Un está se "comportando muito, muito mal".

A Coreia do Norte já realizou cinco testes nucleares e uma série de lançamentos de mísseis, afrontando sanções da Organização das Nações Unidas (ONU), e especialistas e autoridades governamentais acreditam que o país está desenvolvendo mísseis para ogivas nucleares que poderiam alvejar os EUA.

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Reuters