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Candidata presidencial democrata, Hillary Clinton, e candidato republicano, Donald Trump. 05/05/2016 06/05/2016 REUTERS/Lucy Nicholson (L) and Jim Urquhart/File Photos

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Por Steve Holland e Amanda Becker

WASHINGTON (Reuters) - A candidata presidencial democrata Hillary Clinton, que se tornou subitamente vulnerável na campanha eleitoral dos Estados Unidos, está sendo pressionada a mostrar um desempenho marcante diante do republicano Donald Trump no primeiro debate entre os rivais na próxima segunda-feira, um momento que pode ser o mais significativo da eleição de 2016 até o presente.

Políticos veteranos envolvidos nos preparativos de debates presidenciais anteriores disseram que Hillary deveria explicitar como irá comandar o país em tempos incertos e marcar um contraste se exibindo como a alternativa firme e experiente à incógnita que é Trump. Por sua vez, Trump precisa mostrar sobriedade suficiente para convencer os céticos de que está preparado para ser o comandante-em-chefe, afirmaram.

O confronto de 90 minutos na Universidade Hofstra em Hempstead, Nova York, o primeiro de três debates, irá acontecer em um momento no qual a vantagem antes folgada de Hillary nas pesquisas de opinião diante do ex-apresentador de reality show se evaporou.

A história prova que um único desempenho ruim em um debate pode alterar a trajetória de uma corrida presidencial nos EUA. Uma pesquisa Reuters/Ipsos revelou que cerca de 20 por cento do eleitorado continua indeciso, muito mais do que os 12 por cento vistos a esta altura da campanha quatro anos atrás.

"Farei meu melhor para me comunicar tão clara e destemidamente quanto puder diante dos insultos e ataques e intimidações e intolerância que temos visto partindo de meu opositor", disse Hillary na terça-feira no programa de rádio de Steve Harvey.

Anita Dunn, que ajudou o presidente norte-americano, Barack Obama, a se preparar para os debates com o candidato republicano John McCain em 2008, disse que Obama se saiu bem no primeiro debate fazendo a conversa voltar repetidamente ao tema da economia em dificuldade, embora o evento devesse tratar de política externa.

Ela disse acreditar que Hillary irá tentar explorar as fraquezas de Trump e enfatizar seus pontos fortes. Para Anita Dunn, é no contraste entre dois que a democrata tem que bater.

    O debate será a melhor oportunidade para os dois candidatos, ambos vistos pelos eleitores como indignos de confiança, calarem as dúvidas sobre seu preparo para a Casa Branca à medida que a eleição de 8 de novembro se aproxima.

Hillary se mostrou vacilante durante o fórum "Comandante-em-Chefe" realizado pela rede NBC no dia 7 de setembro, quando se tornou irritadiça ao ser indagada sobre a maneira como lidou com e-mails sigilosos na época em que serviu como secretária de Estado dos EUA.

"A apresentação é muito importante, e Hillary tem que trabalhar isso. Sua apresentação no fórum 'Comandante-em-Chefe' não foi muito boa. Ela não pareceu simpática. Pareceu amarga e na defensiva", disse Brett O'Donnell, preparador de debates que ajudou o ex-presidente George W. Bush em 2004 e McCain em 2008.

(Reportagem adicional de Amanda Becker e Richard Cowan)

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