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BOGOTÁ (Reuters) - Duas dezenas de combatentes do grupo rebelde de esquerda ELN se entregaram de forma voluntária à Marinha colombiana, disseram os militares nesta terça-feira, num sinal de que o grupo pode estar perdendo força, à medida que se prepara para iniciar negociações de paz com o governo.

O Exército de Libertação Nacional (ELN) vai iniciar negociações com o governo do presidente Juan Manuel Santos em 27 de outubro numa tentativa de terminar com mais de 52 anos de guerra.

Muitos dos rebeldes que se desmobilizaram assim agiram de forma individual, e a rendição de um grupo grande de combatentes é incomum.

Os rebeldes da Frente de Resistência Cimarrón, no noroeste da província de Choco, entregaram as armas e munição na segunda-feira, disse o general Juan Pablo Rodríguez num comunicado.

Até agora em 2016, 252 combatentes do ELN se desmobilizaram, 388 foram capturados, e 46 foram mortos em combate, segundo o comunicado.

Apesar de mais de dois anos de negociações que vão e voltam com o governo, o ELN, que conta com 2.000 homens, se manteve ativo, sequestrando e atacando instalações de petróleo.

Santos tem apostado o seu legado no término das guerras do país com o ELN e com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

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