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CAIRO (Reuters) - O Egito julga 237 ativistas presos por protestarem contra o presidente Abdel Fattah al-Sisi, diseram fontes do Judiciário neste sábado, o primeiro caso judicial depois das manifestações deste mês.

Milhares de pessoas revoltadas com a decisão de Sisi de ceder duas ilhas para a Arábia Saudita foram às ruas para derrubar o governo, em 15 de abril, no maior protesto desde que o ex-general do Exército assumiu o poder, em 2014. Forças de segurança dispersaram uma segunda manifestação.

Forças de segurança haviam detido 382 pessoas, disse o Observatório de Direitos Humanos, em um relatório esta semana.

Os 237 apareceram em quatro tribunais no Cairo e no subúrbio de Giza, processados por protestarem sem permissão, disseram as fontes. As sessões foram adiadas. Eles podem ser condenados a até três anos de prisão.

Sisi enfrenta críticas por um acordo que coloca as ilhas inabitadas do Mar Vermelho de Tiran e Sanafir em águas sauditas.

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