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ROMA (Reuters) - Pelo menos 700 migrantes podem ter morrido no mar na semana passada na tentativa de cruzar da Líbia para a Itália, disseram a organização Médicos Sem Fronteiras e a agência para refugiados da ONU neste domingo.

Cerca de 14 mil pessoas foram resgatadas desde segunda-feira em meio a um mar calmo, e houve pelo menos três casos confirmados de barcos afundados. Mas o número de mortos só pode ser estimado com base nos testemunhos de sobreviventes, que ainda estão sendo coletados.

"Nós nunca saberemos o número exato", disse o Médicos sem Fronteiras em um tuíte, depois de estimar que 900 morreram durante a semana. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) disse que mais de 700 pessoas se afogaram.

Migrantes entrevistados no sábado no porto siciliano de Pozzallo disseram que um grande barco de pesca virou e afundou na quinta-feira com muitas mulheres e crianças a bordo.

As estimativas iniciais eram de que 400 pessoas morreram, mas a agência de refugiados da ONU disse que poderiam estar a bordo cerca de 670 passageiros.

Segundo o testemunho recolhido pela agência de fronteiras da União Europeia Frontex, quando o barco de pesca sem motor virou, 25 pessoas nadaram até o barco que iria rebocá-lo, enquanto outras 79 a 89 pessoas foram resgatadas e 15 corpos foram recuperados. Isso significava mais de 550 morreram, disse o Acnur.

Os migrantes, que fogem de guerras, opressão e pobreza, muitas vezes não sabem nadar e não têm coletes salva-vidas. Eles pagam centenas ou milhares de dólares para fazer a travessia da Líbia para a Itália, de longe a mais perigosa passagem de fronteira para os migrantes em todo o mundo.

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