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Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, na varanda da embaixada do Equador em Londres. 05/02/2016 REUTERS/Peter Nicholls/File Photo

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Por Alexandra Valencia

QUITO (Reuters) - O governo do Equador admitiu na terça-feira que restringiu parcialmente o acesso de internet de Julian Assange, fundador do WikiLeaks que mora na embaixada do país sul-americano em Londres desde meados de 2012.

O WikiLeaks disse que Assange ficou sem conectividade no domingo, o que levou à especulação de que o Equador pode estar sofrendo pressão dos Estados Unidos devido ao fato do grupo ter publicado material hackeado ligado à candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton.

Em comunicado, o governo equatoriano informou que a decisão do WikiLeaks de divulgar documentos que afetam a eleição dos EUA foi de sua inteira responsabilidade, e que a nação sul-americana não cedeu à pressão de qualquer outra.

"Com respeito a isso, o Equador, exercitando seu direito soberano, restringiu temporariamente o acesso a parte de seus sistemas de comunicação em sua embaixada do Reino Unido", acrescentou em comunicado.

"O governo do Equador respeita o princípio de não-intervenção em assuntos de outros países, não interfere em processos eleitorais em andamento, nem apóia qualquer candidato em especial".

Anteriormente na terça-feira, o Departamento de Estado dos EUA disse não ter nenhum papel na restrição ao acesso de internet de Assange.

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